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América Latina

Na Bolívia, médicos prolongam greve por mais 15 dias

Em desacordo com Lei que proíbe preços excessivos no tratamento da covid-19, médicos prolongam greve

Karla Burgoa

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No domingo (28), o Conselho Nacional de Saúde (Conasa) decidiu estender a greve por mais 15 dias, a partir desta segunda-feira (1°), em desacordo com a Lei de Emergências Sanitárias.

Na primeira instância, a medida vigorava até o dia 28 de fevereiro, mas como não obtiveram resposta do governo, os médicos decidiram continuar com a greve.

 “Diante desse soberbo silêncio governamental, o CONASA resolve a continuidade da greve geral por mais 15 dias, até que seja revogada a Lei de Emergência Sanitária 1.359, respeitando o regulamento eleitoral nacional”, diz a respectiva resolução.

O setor divulgou três resoluções, entre as quais está o repúdio aos “ataques” contra as escolas médicas nacionais e departamentais;  apoio e reforço do plano de vacinação em massa até ao esgotamento das vacinas oferecidas e reforço dos serviços de urgência e cuidados contra o coronavírus.

Na última quarta-feira (26), o presidente do Colégio Médico Boliviano, Cleto Cáceres, admitiu que a greve no setor da saúde é um “fracasso”, pois não conseguiu “dobrar a mão” do Governo para dialogar a respeito da Lei de Emergências Sanitárias.

“Tecnicamente, é um fracasso porque não pode dobrar a mão do governo ou abrir sua boca para que digam ‘Conasa senhores, vamos sentar e conversar com vocês ’”, disse Cáceres, segundo reportagem da rádio Éxito.

O Presidente do Colegio de Medicina, neste sentido, qualificou a posição do Governo como “teimosa” em não revogar a norma questionada.  No entanto, o Governo convidou os médicos a fazerem parte dos trabalhos de formulação do regulamento da lei, o que foi aprovado na Assembleia Legislativa incluindo as modificações acordadas com o setor médico.

Como funciona a Lei de Emergência Sanitária

A Lei de Emergência Sanitária estabelece medidas como o controle de preços de serviços em hospitais privados, bem como tratamentos e medicamentos, além da contratação direta de médicos estrangeiros e a proibição de qualquer mobilização ou paralisação de pessoal de saúde no período da pandemia.

 A Bolívia passa por uma redução nos casos de coronavírus, após a segunda onda que começou no final de dezembro.  O país registra, até o momento, 11.628 mortes e mais de 248.000 infecções desde março de 2020, quando os primeiros casos foram detectados.

*com informações de Oxígeno Bo e Pagina Siete

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Jornalista boliviana, periodista potiguar. Formada pela UFRN, já trabalhou com telejornalismo diário e rádio, e atualmente, busca por meio da escrita, contribuir por uma mídia brasileira que enxergue a América Latina além dos esteriótipos

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