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América Latina

Massacre em comunidade indígena é o décimo terceiro na Colômbia em 2021

Indígenas denunciam que a presença de empresas em seu território promove conflitos. Entre as vítimas estão dois indígenas Wayuu que viviam na região.

Karla Burgoa

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Nesse sábado (20), em La Guajira, três pessoas foram assassinadas em um novo massacre na área indígena de Maicao, no norte do país sul-americano. Aparentemente, a chacina está relacionada a uma invasão de terra, que levou a vários massacres na área.

Foram os indígenas da região que alertaram sobre o assassinato de três homens, incluindo um estrangeiro, na comunidade indígena Wayuu de Ceura, na área rural do município de Maicao (1.000 km ao norte de Bogotá, próximo da fronteira com a Venezuela), que aparentemente estão relacionados a um conflito de terras e causaram vários massacres na área.

A identidade dos mortos ainda não foi divulgada pelas autoridades. No entanto, ficou estabelecido que se trata de dois indígenas Wayuu que vivem na área e um cidadão de origem venezuelana, que fazia trabalhos de alvenaria.

O massacre ocorreu na tarde do sábado (21) no cemitério comunitário localizado no quilômetro 47 da estrada que liga Riohacha a Maicao, quando estavam construindo uma cripta. Várias pessoas armadas com rifles de longo alcance chegaram ao local e atiraram.

Os povos indígenas pedem a ajuda das autoridades para ajudar seus familiares na transferência para a Venezuela, já que não dispõem de recursos para isso. 

Ao que tudo indica os acontecimentos estão relacionados com conflitos de terra: “é isso que causa desentendimentos e as empresas aproveitam essas divisões para entrar nos territórios e colocá-los desta forma por alguns recursos”, denunciou a ONG Nación Wayuu.

A  onda de massacres desperta fantasmas do passado no país. Nos primeiros dois meses de 2021, já se registraram 13 massacres, que deixaram pelo menos 23 mortes até o momento.

*com informações de ONG WAYUU, Telesur e INDEPAZ

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Jornalista boliviana, periodista potiguar. Formada pela UFRN, já trabalhou com telejornalismo diário e rádio, e atualmente, busca por meio da escrita, contribuir por uma mídia brasileira que enxergue a América Latina além dos esteriótipos

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