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América Latina

Ataque à democracia: Ministério Público do Equador ordena perícia ao sistema informático do CNE

O Ministério Público do Equador emitiu um impulso fiscal que prevê a revisão, retenção e recolha de informação da base de dados do sistema informático eleitoral.

Karla Burgoa

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Poucas horas depois do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) ter divulgado os resultados das Eleições Gerais de 7 de fevereiro, o Ministério Público emitiu um impulso fiscal que prevê a revisão, retenção e recolha de informação da base de dados do sistema informático eleitoral.

Neste contexto, foi ordenada a realização da “perícia informática” forense a partir das 7h30 deste domingo (21).

Esta ação desencadeou uma onda de reações que imediatamente levaram o CNE a reintegrar o seu período de sessões e a publicar que está trabalhando pela transparência do processo eleitoral.

O anúncio foi feito durante a circulação da informação de que a segurança policial da entidade eleitoral teria sido retirada e até os candidatos presidenciais que iriam para o segundo turno, Andrés Arauz (UNES) e Guillermo Lasso (CREO), falaram por meio do Twitter.

 “Mandamos um alerta para o mundo. Eles buscam retirar o equipamento de informática para evitar a conclusão do segundo turno. O povo equatoriano não permitirá este ataque à sua democracia. Por que retiraram a custódia policial da CNE?” Escreveu Arauz.

Lasso disse que quer alertar a opinião pública que nas últimas horas ocorreram acontecimentos que alarmaram a todos os que defendem a democracia no Equador.

 “O guarda da polícia foi parcialmente retirado da CNE.  Algumas autoridades externas ao processo intervieram ”, disse.

 Salientou que a autoridade competente no processo é o Conselho Nacional Eleitoral e que este não é o momento de defender os particulares ou os interesses privados, mas sim de defender a democracia.

Além disso, a Sede Zonal de Criminalística da Polícia Nacional, em Quito, solicitou que a data fosse alterada para realização da perícia, dado o pouco tempo disponível para reunir a logística e o pessoal necessário para preservar o conteúdo digital do sistema informático da CNE.

Por sua vez, segundo a apuração do veículo local Pichincha Comunicações, o Sistema de Peritos do Conselho de Justiça (CJ) não inclui o nome de Marco Aurelio Pazmiño, perito nomeado pelo Ministério Público para realizar esta intervenção.

*com informações de Pichincha Comunicação

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Jornalista boliviana, periodista potiguar. Formada pela UFRN, já trabalhou com telejornalismo diário e rádio, e atualmente, busca por meio da escrita, contribuir por uma mídia brasileira que enxergue a América Latina além dos esteriótipos

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