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América Latina

Ministro da Saúde da Argentina é demitido após privilegiar colega em fila de vacinação contra covid-19

Após escândalo da vacina no Peru, Argentina também condena “Fura-filas”. Escândalos se espalham pela América Latina

Karla Burgoa

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Nessa sexta-feira (19), o presidente da Argentina, Alberto Fernández, pediu ao Ministro da Saúde, Ginés González García, sua renúncia após a eclosão de um escândalo quando se soube que autoridades e personalidades próximas ao governo puderam ser vacinadas sem seguir os protocolos exigidos da população em geral, “furando fila”, segundo informações da imprensa local.

Na tarde do mesmo dia, González apresentou seu pedido de demissão que foi aceito por Fernández. O presidente nomeou Carla Vizzotti como titular da pasta.

A polêmica começou depois que o jornalista Horacio Verbitsky, considerado apoiador do partido no poder, revelou que foi vacinado contra o coronavírus após fazer um pedido direto a González.

“Liguei para o meu velho amigo Gines González García, que conheci muito antes de ele ser ministro, e ele me disse que eu deveria ir ao Hospital Posadas. Quando estava a caminho, recebi uma mensagem de sua secretária, que me disse que uma equipe do hospital estava indo ao Ministério e que deveria ir ao Ministério para receber a vacina”, disse Verbitsky, 79, à rádio El Uncover na sexta-feira (19).

Após essa declaração, a imprensa argentina passou a divulgar informações segundo as quais outras personalidades próximas ao partido no poder furaram a fila e também receberam a vacina, em caráter preferencial.

O jornal La Nación informou que foi realizada uma operação nas dependências do Ministério da Saúde para vacinar funcionários, parlamentares, funcionários públicos e outras personalidades.

Esse, porém, não seria o único motivo de polêmica porque, segundo o mesmo jornal, o Ministério da Saúde reservou pelo menos 3 mil vacinas para imunizar seus funcionários, embora não fossem considerados uma população de risco.

Escândalo na vacinação contra covid-19 está ocorrendo em diversos países.

Na semana passada, um escândalo semelhante estourou no Peru, que causou a renúncia de várias autoridades depois que se soube que cerca de 500 pessoas, incluindo o ex-presidente Martín Vizcarra, ministros e outras personalidades, haviam recebido o imunizante em condições preferenciais.

No Brasil, denúncias de casos de fura-fila também foram relatadas.

A Ouvidoria Nacional do Ministério Público disse que recebeu mais de mil denúncias sobre casos de fura-fila na vacinação contra covid-19 em todo o país. São pessoas que foram imunizadas e não estavam na categoria de prioritários do programa de vacinação.

Após receber as denúncias, as reclamações são encaminhadas para uma unidade do Ministério Público para que as providências legais sejam tomadas

*com informações de Jornal La Nacion e Página 12

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Jornalista boliviana, periodista potiguar. Formada pela UFRN, já trabalhou com telejornalismo diário e rádio, e atualmente, busca por meio da escrita, contribuir por uma mídia brasileira que enxergue a América Latina além dos esteriótipos

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