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Ásia

Golpe em Mianmar: morre manifestante atingida com tiro na cabeça

Mya Thwet Thwet Khine foi atingida na cabeça há 10 dias; países do ocidente aplicam sanções contra militares

Ady Ferrer

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Durante os protestos contra o golpe militar em Mianmar, Mya Thwet Thwet Khine, de 20 anos, foi atingida na cabeça pelo que médicos descrevem como uma bala de arma de fogo. Hoje, 19, sua irmã, Mya Thatoe New, confirmou a morte após 10 dias internada. Thwet Khine é a primeira vítima do confronto entre polícia e manifestantes contra o golpe instituído no país no dia 1° de fevereiro. O enterro está marcado para domingo.

“Por favor, participem e continue lutando até atingirmos nosso objetivo” – disse Mya Thatoe New

O governo golpista não negou que ela foi alvejada pelas forças de segurança, mas um porta-voz disse, em uma coletiva de imprensa, que Thwet Thwet Khine estava no meio de uma multidão que jogava pedras na polícia. O caso está sob investigação.

Os manifestantes têm usado fotos de Mya Thwet Thwet Khine e a consideram uma heroína. Sua morte deve inflar ainda mais as manifestações nas ruas.

Protestos aumentam

Na quinta-feira, 18, na cidade de Dawei, a polícia fez batidas no meio da noite para prender ativistas. Vários moradores ficaram feridos por balas de borracha. Na cidade, as manifestações até então seguiam pacíficas. Na segunda maior cidade do país, Mandalay, manifestantes foram dispersados com o uso de mangueiras d’água.

O Exército diz que um policial morreu durante os protestos, mas não concederam mais informações.

Sanções

O Reino Unido e o Canadá anunciaram sanções contra os militares do governo. A Inglaterra proibiu a entrada de 3 militares de alto-escalão do país e que as empresas do país negociem com o Exército de Mianmar. O Canadá anunciou que vai proibir a entrada e negociação com 9 oficiais.

Os Estados Unidos já haviam aplicado sanções contra os militares que fazem parte do governo golpista.

O líder da junta militar, Min Aung Hlaing, já estava sob sanção dos governos do ocidente após os ataques de 2017 contra a minoria muçulmana Rohingya. A Inglaterra foi um desses governos.

A Associação de Assistência à Presos Políticos de Mianmar afirmou que 521 pessoas foram presas até agora e apenas 44 liberadas.

*com informações de AP News, Reuters, [2]

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Jornalista formada pela UCPel-RS, especialista em Relações Internacionais pela UnB e pós-graduanda em Cinema e Audiovisual pela Belas Artes de São Paulo. Podcaster no MIDcast política, #AdyNews e SulCast.

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