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América Latina

Entidade aponta que Bayer e governo estadunidense fizeram pressão para não proibição de agrotóxico no México

Bayer fez lobby para que o veneno, que pode causar até câncer, seja permitido

Nathália Urban

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O Centro para a Diversidade Biológica (CBD) ofereceu evidências de como as autoridades estadunidenses e os representantes da farmacêutica multinacional Bayer pressionaram o governo do México a mudar sua política em relação ao agrotóxico glifosato.

 No dia 31 de dezembro de 2020, o presidente mexicano, Andres Manuel Lopez Obrador, emitiu um decreto estabelecendo a substituição gradual do glifosato por alternativas mais seguras para o meio ambiente e a saúde humana.

O pedido não foi bem vindo pela Bayer, por ser a maior exportadora de glifosato para o país.  Os representantes da empresa começaram a fazer lobby junto à Embaixada dos Estados Unidos para forçar mudanças na proibição.

 A CDB mostrou como o ex-representante comercial dos EUA no México, Robert Lighthizer, informou à secretária de economia do México, Graciela Marquez, que as limitações de importação de glifosato violavam o Acordo de Comércio EUA-México-Canadá (USCAMA)

 O “alerta” foi feito depois que o México negou licença de importação de 1.000 toneladas do veneno, que o oficial norte-americano considerou “um risco para o bom desempenho do comércio bilateral”.

 O então secretário do Meio Ambiente, Victor Toledo, denunciou como os EUA e outros 20 países pressionaram para que a medida fosse revogada.

 O México usa agrotóxicos em 60,6% de sua área cultivada e o glifosato é o mais usado. Este veneno pode causar tontura, irritação na pele e até câncer, de acordo com o Greenpeace México.

 A Monsanto, que foi adquirida pela Bayer em 2018, é a maior produtora mundial de glifosato, produto comercializado sob o nome de “Roundup”.

 Apesar da contínua pressão internacional, o governo do México não voltou atrás na proibição.

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