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Ásia

Golpe em Mianmar: prisão de líder Suu Kyi é estendida

Líder da LND foi presa durante o golpe militar e é acusada de importar walkie-talkies ilegalmente

Ady Ferrer

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A líder da Liga Nacional pela Democracia e ex-conselheira de Estado de Mianmar, Aung San Suu Kyi, teve a prisão estendida até quarta-feira, 17. Ela foi presa durante o golpe militar imposto no dia 1° de fevereiro no país e é acusada de importar e utilizar walkie-talkies ilegais.

Suu Kyi seria liberada de sua prisão domiciliar hoje, 15. Ela vai se apresentar em frente ao juiz na quarta-feira por videoconferência.

A liberdade de Suu Kyi é uma das demandas dos protestos que tomaram as ruas do país desde o dia 2, exigindo a saída do Exército do governo. Hoje, 15, mais de mil pessoas se reuniram em frente ao Banco Econômico de Mianmar na segunda maior cidade do país, Mandalay. O Exército chegou ao local, segundo testemunhas, com tanques cheios de soldados, que começaram a atacar os manifestantes com cacetetes. Ainda segundo testemunhas, armas de fogo foram apontadas para a população.

Na maior cidade do país, Yangon, manifestantes protestaram em frente à Embaixada da China, acusada de apoiar o golpe, e à Embaixada dos EUA, pedindo que o governo intervenha em Mianmar:

Na capital, Naypyitaw, um grupo se organizou em frente a uma delegacia pedindo a soltura de estudantes presos por “associação com atividades anti-governo”. Os jovens têm entre 13 e 16 e, segundo um deles que conseguiu escapar, estavam protestando de forma pacífica até que a polícia chegou e os prendeu. Não se sabe o número exato de jovens presos.

No sábado, o Exército retirou alguns direitos civis. Segundo a Associação de Assistência para Presos Políticos (AAPP), mais de 400 pessoas já foram presas no país desde o início dos protestos, sendo que 375 deles ainda estão presos:

As manifestações também chegaram à internet. Um grupo de hackers chamado BrotherHood of Myanmar Hackers atacou o canal de comunicação do governo Myanmar Digital News e colocou frases anti-golpe. O site, agora, está fora do ar.

Durante a noite de hoje, o governo do país cortou a internet novamente. Cidadãos não tinham acesso ao wi-fi, dados móveis e até sinal de celular. A presença de militares nas ruas também foi aumentada.

A repressão policial aos protestos tem crescido à medida que mais categorias entram em greve e as manifestações se tornam maiores. Uma mulher chegou a ser baleada na cabeça e ainda está em estado grave no hospital.

*com informações de AP News e ABC News

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Jornalista formada pela UCPel-RS, especialista em Relações Internacionais pela UnB e pós-graduanda em Cinema e Audiovisual pela Belas Artes de São Paulo. Podcaster no MIDcast política, #AdyNews e SulCast.

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