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América Latina

Equador: Após pressão de candidatos que disputam lugar no segundo turno, país fará recontagem de votos

Líder indígena Yaku Pérez e banqueiro Guillermo Lasso, candidatos que perderam no primeiro turno contra o economista Andrés Arauz, alegaram fraude eleitoral

Karla Burgoa

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O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do Equador decidiu, na sexta-feira (12), fazer uma recontagem parcial dos votos da eleição presidencial a pedido dos dois candidatos, da esquerda e da direita, que lutam, de forma acirrada, pela segunda vaga no segundo turno das eleições presidenciais. O acordo contou com a participação apenas dos dois candidatos que perderam, sem consultar o que ganhou amplamente no primeiro turno, e foi aprovada sem maiores explicações.

A decisão da CNE ocorreu após uma reunião em que participou apenas o candidato Guillermo Lasso, da coligação CREO-Partido Social Cristão (PSC), segundo lugar nas eleições, Yaku Pérez, do partido Pachakutik, terceiro no resultado eleitoral, e também a Organização dos Estados Americanos (OEA). 

O CNE afirmou que refará a contagem em 100% dos votos na província de Guayas, que possui o maior eleitorado das 24 províncias do país, e “50% dos votos em 16 províncias”, explicou a presidente da CNE, Diana Atamaint, em coletiva de imprensa em Quito.

O líder indígena de esquerda Yaku Pérez e o ex-banqueiro de direita Guillermo Lasso organizaram a revisão depois de brigarem voto a voto pelo segundo lugar, atrás do economista socialista Andrés Arauz, que garantiu primeiro lugar, na apuração da votação de domingo, em que também foram escolhidos os 137 membros da Assembleia Nacional.

Pérez pediu, na sexta-feira, ao Tribunal Constitucional, medidas cautelares contra o que considera fraude eleitoral e a suspensão da votação até a contagem dos votos nas 24 províncias do país. “Que sejam abertos nas 24 províncias pelo bem do país, da transparência”, afirmou aos meios de comunicação perante a sede do Supremo Tribunal equatoriano.

Pérez disse ter conhecimento de casos em que muitas cédulas foram “manipuladas” e que as cédulas em branco foram atribuídas a outro candidato, enquanto outros que o procuraram “anularam”.

“Acabámos de apresentar um pedido de medidas cautelares ao Tribunal Constitucional, tendo em vista a violação de normas fundamentais como o direito à transparência, direito fundamental, garantido pela Constituição e que se relaciona com os direitos políticos que todos de nós temos “, acrescentou.

O candidato Guillermo Lasso aceitou o pedido de seu rival para fazer a recontagem dos votos do último domingo no “marco da lei” para tornar a “democracia transparente”.

“Sou o primeiro interessado que prevaleça a transparência, acima dos interesses partidários e pessoais, o bem-estar do Equador”, disse ele em encontro com Pérez na sede do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) em Quito, sob a supervisão do a OEA.

A decisão e o alcance da recontagem dependem agora do plenário do órgão eleitoral que vai estudar o caso e depois do Governo ter estabelecido o orçamento.

A contagem preliminar atingiu 99,99% de registros eleitorais processados nesta sexta. Pérez obteve 19,38% dos votos e Lasso, 19,74%. Em primeiro lugar, ficou Arauz, de 36 anos, apadrinhado pelo ex-presidente socialista Rafael Correa (2007-2017), com 32,70% dos votos. O segundo turno está previsto para acontecer no dia 11 de abril.

*com informacoes de Nodal, Pagina 12 e Telesur

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Jornalista boliviana, periodista potiguar. Formada pela UFRN, já trabalhou com telejornalismo diário e rádio, e atualmente, busca por meio da escrita, contribuir por uma mídia brasileira que enxergue a América Latina além dos esteriótipos

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