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América Latina

Peru: Vítimas de esterilizações forçadas no regime Fujimori são incluídas em plano de reparação do governo

Vítimas poderão ser indenizadas pela violência política ocorrida naquele período. Entre 1995 e 2001, mais de 272 mil mulheres foram esterilizadas de maneira forçada.

Karla Burgoa

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O governo peruano aprovou no sábado (06) a modificação dos artigos 3º e 6º da Lei nº 28.593, o Plano Integral de Reparações – PIR, no sentido de incluir vítimas de violência sexual em todas as suas formas entre as décadas de 80 e 90, que inclui as vítimas de esterilizações forçadas no regime Fujimori.

A norma altera a Lei 28.592, pela qual foi criado o PIR, a fim de incluir nela pessoas que sofreram “violência sexual em suas diversas formas ou morte”.

Da mesma forma, estão incluídos entre os beneficiários do Programa de Reparações, criado em 2006 para indenizar as vítimas da violência política ocorrida naquele período.

Este cadastro também inclui pessoas que, devido à violência gerada pelos atos terroristas e a repressão destes, foram deslocados de seu local de origem, bem como os feridos que faziam parte das Forças Armadas, Polícia Nacional, Auto-defesa comissões e autoridades civis feridos ou feridos no referido período.

A iniciativa foi apresentada na anterior Assembleia da República e inicialmente julgada em 2017.

Veja a modificação da lei aqui.

Mais de 20 anos depois, crimes seguem sem julgamento.

A Justiça peruana marcou para o próximo dia 1º de março a audiência contra o ex-presidente Alberto Fujirmori por sua responsabilidade na esterilização forçada de milhares de mulheres indígenas realizada durante seus dez anos de governo no país andino.

A audiência, que tinha sido marcada no inicio de janeiro, foi adiada porque o processo judicial não contou com intérpretes de uma variante do quechua, um dos idiomas oficiais do país, da qual falavam algumas das vítimas presentes.

As autoridades acusam não só Fujimori, que não compareceu ao julgamento online, alegando problemas de saúde, mas também os ex-ministros da Saúde Eduardo Yong Motta, Marino Costa Bauer e Alejandro Aguinaga.

Com informações de Wayka e Andina.

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Jornalista boliviana, periodista potiguar. Formada pela UFRN, já trabalhou com telejornalismo diário e rádio, e atualmente, busca por meio da escrita, contribuir por uma mídia brasileira que enxergue a América Latina além dos esteriótipos

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