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América Latina

Colômbia: Instalação de minas terrestres em comunidades indígenas coloca povos em risco

Mais de 2.000 pessoas das reservas indígenas Rio Murindó e Rio Chageradó, estão confinadas por ações de grupos armados ilegais.

Karla Burgoa

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A Organização Indígena de Antioquia (OIA) e as prefeituras do município de Murindó, dispararam os alarmes pela grave situação pela qual passam mais de 2.000 povos das reservas indígenas Rio Murindó e Rio Chageradó, após anúncio de supostos integrantes de grupos armados instalaram minas terrestres nas estradas que ligam uma comunidade a outra, colocando em risco as famílias Embera Eyábida que habitam esse território ancestral.

A OIA, desde de 2019, vem alertando sobre a incursão de homens armados nas reservas indígenas de Murindó, Urrao, Dabeiba, Frontino, Vigía del Fuerte e até Bajo Cauca, relatando uma série de ações que violam os direitos dos povos indígenas do departamento, e segundo informou a organização por meio de nota publicada neste sábado (6), teme pela vida dos povos originários:

“continuaremos denunciando e alertando que esta série de ações levam a consequências terríveis e tememos mais do que nunca, pela vida das famílias indígenas (…) Em nossos apelos, temos sido enfáticos em apontar que os povos e territórios indígenas devem ser cenários de paz e que rejeitamos a presença de atores armados de todos os tipos, legais e ilegais.”

O compromisso político da OIA e das comunidades indígenas é um compromisso com a paz, que rejeita qualquer forma de violência, inclusive das Forças Armadas, por isso, nossos guardas indígenas não possuem armas, mas sim um bastão, como símbolo de que os Conflitos pode ser resolvido através do diálogo.

Ainda de acordo com a OIA, a ação coloca em sério risco de deslocamento e escassez, já que minas terrestres foram instaladas perto das lavouras de pão, e que por isso as comunidades indígenas Guagua, Isla, Coredó, Bachidubi, Ñarangue, Chageradó, Turriquitado Llano, Turriquitado Bajo, Turriquitado Alto, Chibugadó e Chimiadó do povo Embera Eyábida, buscam reivindicar o direito à vida e a viver em paz, fazendo uso e fruição de seus territórios.

Além disso, pedem às entidades regionais e nacionais que elaborem mecanismos de assistência humanitária e proteção da vida dessas comunidades indígenas; e organizações humanitárias nacionais e internacionais de defesa dos direitos humanos solicitam acompanhamento especial às famílias Emberá.

Nessa sub-região de Antioquia estão presentes grupos armados ilegais como o Exército de Libertação Nacional (ELN), o Exército de Libertação Popular (EPL) e os dissidentes das FARC.

Com informações da Organización Indígena de Antioquia

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Jornalista boliviana, periodista potiguar. Formada pela UFRN, já trabalhou com telejornalismo diário e rádio, e atualmente, busca por meio da escrita, contribuir por uma mídia brasileira que enxergue a América Latina além dos esteriótipos

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