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Europa

General do Exército Iugoslavo é condenado por espionagem para os EUA

Momcilo Perisic, o ex-chefe do Exército Iugoslavo e ex-vice Primeiro Ministro da Sérvia, foi condenado a três anos de prisão por passar segredos de Estado aos EUA em 2002

Isabela Afonso

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O Tribunal Superior de Belgrado sentenciou na última sexta-feira Momcilo Perisic, ex-chefe do Exército Iugoslavo e ex-vice Primeiro-Ministro da Sérvia, a três anos de prisão por passar segredos de Estado aos Estados Unidos em 2002.

Dois outros homens indiciados ao lado de Perisic, o tenente-coronel Miodrag Sekulic e o civil Vladan Vlajkovic, também foram condenados e sentenciados a um ano e meio de prisão cada um por revelar segredos militares.

O julgamento teve início em 2016 e foi fechado ao público após a promotoria dizer que o Ministério da Defesa e o Exército Sérvio queriam que os documentos que teriam sido repassados ​​aos EUA permanecessem confidenciais.

Perisic havia sido preso em 2002 em um hotel perto de Belgrado enquanto se encontrava com o diplomata norte-americano John David Neighbour, segundo o relato oficial do caso. Perisic compartilhou com o americano documentos militares sobre a participação do exército nas guerras da Croácia e da Bósnia.

Ambos foram presos, mas como Neighbour tinha imunidade diplomática, logo foi solto. Na sequência, os EUA negaram imediatamente que qualquer dado secreto tivesse sido entregue.

Naquela época, Perisic era chefe do comitê parlamentar de segurança da Assembleia Federal da Iugoslávia e membro do comitê governamental para o controle de segurança do Estado. Ele também era o líder de um partido político, o Movimento por uma Sérvia Democrática, um dos 18 membros da coalizão governista na época, que era chamada de Oposição Democrática da Sérvia.

O caso de espionagem foi supervisionado pelo tribunal militar de Belgrado até 2005, quando foi transferido para um tribunal regular na capital sérvia. No entanto, o processo foi suspenso quando o caso de Perisic foi enviado ao Tribunal Criminal Internacional, em Haia, para ser julgado por crimes que supostamente cometeu durante a guerra, quando era chefe do Exército Iugoslavo.

Em 2013, a Câmara de Recursos do Tribunal de Haia decidiu que Perisic não era responsável pelos crimes de guerra cometidos pelo Exército Servo-Bósnio em Sarajevo e Srebrenica, uma vez que não estava sob o comando do Exército Iugoslavo. Além disso, ele não puniu seus subordinados que participaram do bombardeio da capital croata, Zagreb, durante a guerra, o que também foi considerado um argumento para sua inocência.

Diante desse cenário, o Tribunal de Haia pediu em 2014 que o veredicto no caso Perisic fosse reconsiderado, mas a corte rejeitou.

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Jornalista e comunicadora, Isabela é apaixonada por jornalismo, política e bons livros. Atualmente, é mestranda em Comunicação e Consumo pela ESPM-SP.

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