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América Latina

Depois de um ano escolar “perdido”, a Bolívia retoma as aulas com cautela

O país apresenta três modalidades: presencial, semipresencial e a distância. Em entrevista, o ministro da Educação, Adrián Quelca Tarqui, afirmou que o novo plano visa “devolver ao povo o direito à educação”

Karla Burgoa

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A Bolívia iniciou seu ano letivo nesta primeira semana de fevereiro com a inauguração de três modalidades de cursos: presencial, semipresencial e à distância. Com a segunda onda de infecções por COVID-19, muitas cidades optaram pela educação online. Para as populações rurais, onde muitas vezes a conexão à Internet não é boa, o trabalho é realizado em coordenação com a rede estatal de televisão e rádio, além das rádios comunitárias dos povos indígenas originários.

O ministro da Educação, Adrián Quelca Tarqui, disse ao veículo Sputnik como sua gestão enfrentará o ano letivo atípico, em que “o direito do povo à educação será restaurado”, violado durante o governo de Jeanine Áñez (2019-2020). Será um ano que acontecerá com uma série de cautelas até que uma futura vacinação em massa contra o coronavírus permita um retorno tranquilo às escolas. O governo também disponibilizou notebooks para famílias mais humildes.

O país vem de um ano de 2020 em que o Governo golpista ignorou seu papel de promotor da educação. As salas de aula foram fechadas na mesma época do país, em março de 2020, quando surgiram os primeiros casos nas principais cidades. Em seguida, os professores improvisaram mecanismos de educação virtual precários que não se consolidaram, porque a presidente interina decidiu encerrar o ano letivo em julho. Todos os alunos foram aprovados in loco, por portaria ministerial. Por isso, para o atual ministro foi “um ano perdido”.

“Quando assumimos o Ministério da Educação, fomos encarregados de ajudar a reconstruir o país, resgatar o quadro institucional e resgatar a educação de crianças, adolescentes e jovens”, explicou Quelca.


Segundo o governo de Luis Arce, o curso foi perdido devido à pandemia COVID-19, mas também porque o país estava “sob um regime de fato”. “Isso agravou a situação porque muitos recursos econômicos destinados a programas educacionais desapareceram”, disse o ministro, que informou que os processos judiciais correspondentes já estão em andamento.

Durante quase um ano de golpe, Áñez nomeou Víctor Hugo Cárdenas como Ministro da Educação, que foi vice-presidente de Gonzalo Sánchez de Lozada (atualmente exilado em Miami, Estados Unidos) durante seu primeiro mandato (1993-1997). Cárdenas é lembrado por ter convidado mulheres a irem armadas para evitar agressões sexuais.

Com informações de Coordenada Informativa e Sputnik

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Jornalista boliviana, periodista potiguar. Formada pela UFRN, já trabalhou com telejornalismo diário e rádio, e atualmente, busca por meio da escrita, contribuir por uma mídia brasileira que enxergue a América Latina além dos esteriótipos

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