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América Latina

Honduras lidera quantidade ataques contra líderes indígenas da América Latina

Pelo menos 129 líderes de comunidades garífunas e indígenas sofreram ataques por defenderem seus territórios. 71% das comunidades do país são afetadas por obras de infraestrutura, entre as quais se destacam as hidrelétricas.

Karla Burgoa

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Na América Latina, Honduras é o país com o maior número de comunidades cujos líderes sofreram ataques em decorrência da presença de projetos em seus territórios, aponta as pesquisas da plataforma dos Direitos Coletivos Vulnerados, que indica que 84 homens e 45 mulheres lideranças indígenas de comunidades do país sofreram agressões por defenderem seus territórios.

Este número representa 43,7% de todos os ataques a comunidades registrados por essa plataforma, que coletou informações entre 2017 e 2019 para analisar a situação em seis países latino-americanos.

As lideranças tiveram que lidar principalmente com projetos de infraestrutura que afetam 71,1% das comunidades cadastradas neste país, indica Direitos Coletivos Vulnerados.

Esta plataforma é uma ferramenta digital de livre acesso promovida pela Rights and Resources Initiative (RRI) com o apoio da Amazon Conservation Team (ACT).

Projetos mapeados

Honduras registra 19 projetos mapeados que afetam 152 comunidades. A maioria (108) é afetada por projetos de infraestrutura, que somam 11 no total.

Das 108 comunidades afetadas por projetos de infraestrutura, 51 são impactadas por obras hidrelétricas e 45 por projetos de construção.

Alguns líderes ambientais que se opunham à instalação de barragens hidrelétricas como extremamente perigosas para rios e comunidades foram mortos e sofreram perseguições.

Essa situação fez de Honduras não apenas o país com mais líderes agredidos, mas também o segundo, depois da Colômbia, com o maior número de assassinatos: 15 vítimas.

Até o momento, Honduras tem 13 barragens hidrelétricas, 40 grandes projetos em fase de planejamento e 74 projetos de pequena escala que podem ser executados nos próximos anos.

Uma das comunidades afetadas pela construção de barragens em seu território é o povo Lenca, em cujos territórios existem 17 barragens.

Por outro lado, o desmatamento e a poluição das águas foram os impactos ambientais presentes em mais de 70% dos casos.

O estudo também revela que a alteração da disponibilidade hídrica, problemas de saúde e insegurança alimentar foram os impactos sociais presentes em mais da metade dos casos.

Enquanto isso, as comunidades do povo Garífuna que vivem nas margens do rio Masca se opõem à implantação de outro projeto hidrelétrico neste rio.

As comunidades garífunas afirmam que pretendem despojá-las de seus territórios e impor o megaprojeto sem ter realizado consulta prévia e sem o consentimento das populações afetadas.

Outras indústrias que afetam as comunidades em Honduras são mineração (30 comunidades), agronegócio (13) e extração de madeira (1).

Com informações de Servindi

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Jornalista boliviana, periodista potiguar. Formada pela UFRN, já trabalhou com telejornalismo diário e rádio, e atualmente, busca por meio da escrita, contribuir por uma mídia brasileira que enxergue a América Latina além dos esteriótipos

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