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Oriente Médio

Como está o Líbano seis meses após a grande explosão que devastou o porto de Beirute

Mhamad Allouche, membro do Sindicato dos Editores de Imprensa Libanesa, contou para a Fonte BR como está a situação do país

Isabela Afonso

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Foto: Anwar Amro/AFP

Em agosto de 2020, uma explosão na região portuária de Beirute, no Líbano, deixou mais de 100 mortos e cerca de 5 mil feridos, segundo a contagem oficial do governo do país e da Cruz Vermelha. Seis meses depois, a catástrofe continua sem respostas. 

“A investigação ainda está acontecendo e não temos ideia de quem foi o responsável”, conta Mhamad Allouche, membro do Sindicato dos Editores de Imprensa Libanesa. 

A explosão teve início em um armazém que guardava uma carga confiscada de quase três mil toneladas de nitrato de amônio, que deveria ter sido devidamente removida dali e realocada. No entanto, não se sabe o que motivou a explosão ou se teve alguém por trás do ocorrido. 

Além das consequências trazidas pela explosão em si, o governo do Líbano foi se desestruturando ao longo dos últimos meses. O povo culpou os anos de corrupção e má gestão dos governantes pela tragédia. Diante disso, os planos de  investigação não foram suficientes para recuperar a fé da população na elite política do país. Protestos estouraram no Líbano e os ministros do governo e o próprio primeiro-ministro foram renunciando aos seus cargos um a um desde o dia 4 de agosto. 

Segundo Allouche, “ainda não há nenhum processo de reconstrução em andamento, o que pode ser consequência da formação de um novo governo”.  Com as renúncias em massa no governo, a população libanesa espera a formação de um novo corpo de governantes para que o processo de reparação dos danos da explosão comece, além de organizar a situação política e econômica do país. 

“Após seis meses da explosão, não houveram muitas mudanças. Então, precisamos de um novo governo o mais rápido possível para que possam reconstruir o que foi afetado pela explosão”, relata Mhamad Allouche.

Além de todo esse caos provocado pela tragédia do porto de Beirute, não se pode ignorar a situação da pandemia de COVID-19 no Líbano. “Atualmente são 3 mil pessoas contaminadas por dia e a taxa de óbitos está aumentando. A situação está complicada socialmente, na política, na economia e na saúde”, conta  Mhamad Allouche. 

O governo libanês fechou um acordo de 34 milhões de dólares com o Banco Mundial para comprar vacinas contra a Covid-19. Além disso, deve receber da Organização Mundial da Saúde (OMS) seis geladeiras nas quais o agente pode ser armazenado entre 80º C e 60º C negativos. Com isso, laneja-se imunizar mais de 2 milhões de pessoas com a vacina da Pfizer/BioNTech, que deve chegar nas próximas semanas. 

Confira aqui a nossa entrevista na íntegra com Mhamad Allouche.

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Jornalista e comunicadora, Isabela é apaixonada por jornalismo, política e bons livros. Atualmente, é mestranda em Comunicação e Consumo pela ESPM-SP.

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