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América Latina

Em 2021, Colômbia registra 2 massacres por semana

Nas primeiras semanas do ano, foram registrados 10 massacres no país e pelo menos 35 assassinatos. O aumento dos massacres se soma ao incessante assassinato de líderes sociais e ex-combatentes

Karla Burgoa

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A violência na Colômbia não para e nos últimos dias foi registrado um novo massacre, junto ao assassinato de outro líder social, um ex-prefeito e a descoberta de uma sepultura com os corpos de um massacre anterior, correspondente ao mês de janeiro, de acordo com a Indepaz.

Depois dos recentes atos de violência confirmados no país, que deixaram mais de 10 vítimas nas últimas horas, o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento e a Paz, declarou que foram registrados, até o momento, 10 massacres no país, que deixaram 35 vítimas no ano de 2021.

“São dez massacres e a situação mais grave está em Cauca, Nariño e Antioquia, especificamente em Bajo Cauca. É uma situação muito difícil, estamos completando 100 massacres contando os do ano passado, é uma situação totalmente descontrolada em muitas partes do país. Isso excede em muito o que foi apresentado em janeiro de 2020 e anos anteriores. A violência começou a crescer em 2017 mas numa lógica diferente da que se apresentava no final dos anos 90 e início deste século. Agora é uma lógica de máfias, de estruturas macrocriminosas contra a população para sustentar um tipo diferente de negócio, usando massacres”, declarou Camilo González Posso, diretor da Indepaz.

Da mesma forma, o Instituto afirmou que aumenta a violência para os jovens nas regiões da Colômbia, devido à insegurança e precariedade dos territórios.

“Os jovens estão sendo alvo das maiores agressões e isso está intimamente relacionado com a situação de crise, escolaridade, condições deploráveis ​​em meio à pandemia, e são eles que estão sendo atacados por esses fenômenos de violência, máfias e armas grupos e interesses nesses territórios ”, afirmou González.

Segundo a Indepaz, Antioquia é o departamento que mais registrou massacres até hoje, com um total de 4, seguido por Nariño e Valle de Cauca com 2, respectivamente, e Caquetá e Cauca com 1 massacre.

Tanto o Cauca como o vizinho departamento de Nariño, são duas das regiões mais assediadas por grupos paramilitares, pelo Exército de Libertação Nacional (ELN), considerada a última guerrilha ativa na Colômbia, e por dissidentes da extinta guerrilha FARC, grupos que disputam entre si as rotas do narcotráfico e o controle do território.

O aumento dos massacres se soma ao incessante assassinato de líderes sociais e ex-combatentes que assinaram o acordo de paz, desenhando assim uma preocupante crise de segurança em muitas regiões retomadas. O acordo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), assinado no final de 2016, tinha como objetivo potencializar a presença do Estado, mas as autoridades não ocuparam o vácuo deixado pela que era a guerrilha mais antiga em atividade na América.

*com informações de Telesur

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Jornalista boliviana, periodista potiguar. Formada pela UFRN, já trabalhou com telejornalismo diário e rádio, e atualmente, busca por meio da escrita, contribuir por uma mídia brasileira que enxergue a América Latina além dos esteriótipos

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