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América Latina

Ministro da Saúde do Equador é investigado por furar fila de vacinação para beneficiar familiares

O Ministro de Saúde do Equador é acusado por supostamente usar sua posição para priorizar sua família no processo de vacinação contra o coronavírus. A ouvidoria solicitou sua destituição como ministro.

Karla Burgoa

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O Procurador-Geral do Estado equatoriano abriu uma investigação sobre as ações do Ministro da Saúde Pública, Juan Carlos Zevallos, a partir das denúncias de sua participação em um suposto crime de tráfico de influência na distribuição de vacinas contra COVID-19 em benefício de familiares , conforme declarou nessa sexta-feira (29).

A entidade informou nas redes sociais que “com base em diversas denúncias apresentadas, o Ministério Público abriu uma investigação prévia contra o ministro da Saúde, Juan Carlos Zevallos, por suposto crime de tráfico de influência no processo de distribuição de vacinas para COVID-19 “

A procuradora-geral Diana Salazar recebeu denúncia do grupo de Ação Judiciária Popular, que detalha que as 8.000 vacinas que chegaram ao país em 21 de janeiro se destinavam principalmente ao pessoal médico da linha de frente no combate à pandemia. O Governo havia anunciado que em uma “fase zero” ou “piloto” seriam vacinados tanto os profissionais de saúde da linha de frente quanto os idosos e auxiliares em lares de idosos, públicos e privados.

Por esse ato, a Ouvidoria solicitou sua destituição como chefe da pasta de Saúde, por ter posto em dúvida a transparência do processo de vacinação que está se iniciando.

O que Zevallos disse?

Em declarações sobre o assunto, Zevallos não negou as acusações contra ele, afirmando que se arrependeu muito e “de uma forma muito profunda” que a sua presença foi percebida de forma negativa.

“Se isso foi ou não imprudência política de minha parte, não sei. Não sou político e não entendo de política. Agora, se alguém deseja que dentro desse processo tenha deixado de fora minha mãe ou qualquer outra pessoa, devo dizer-lhes que discordo com todo o respeito. Se o nosso plano for respeitado e seguirmos o caminho traçado com as empresas farmacêuticas mundiais, todos os equatorianos vão ser vacinados até outubro deste ano”, declarou o ministro.

Pandemia no Equador

O Equador registra 249.779 casos confirmados 14.851 óbitos pelo COVID-19, entre confirmados e prováveis, segundo dados coletados pelo Ministério da Saúde de 29 de fevereiro a este sábado, 30 de janeiro.

Com informações de Semana

Jornalista boliviana, periodista potiguar. Formada pela UFRN, já trabalhou com telejornalismo diário e rádio, e atualmente, busca por meio da escrita, contribuir por uma mídia brasileira que enxergue a América Latina além dos esteriótipos

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