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América Latina

Lideranças indígenas da Guatemala denunciam mineração ilegal em suas terras

A autoridade maia de Ch’orti’ denunciou que existem 58 concessões de mineração que não foram consultadas aos povos indígenas.

Ady Ferrer

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Uma delegação de líderes indígenas da Guatemala foi ao Congresso para denunciar a extração ilícita de ouro, prata e jade em seus territórios sem a devida licença de mineração, informou a mídia local.

“As lideranças maias de Ch’orti’ manifestaram preocupação no Congresso porque há mineradoras como a que opera na aldeia El Pato, em Chiquimula, que já extraem minerais sem licença de exploração”, informou o portal Prensa Comunitaria em sua conta na rede social Twitter.

Os enviados de Chiquimula, localizada no sul do país, tinham previsto um encontro com o ministro das Minas e Energia, Alberto Pimentel. O governante esteve ausente da reunião e por isso recebeu críticas de Carlos Barreda, deputado da Unidade Nacional da Esperança.

“Ministro, você deve vir ao Congresso para prestar contas. Aguardamos as denúncias e a defesa dos interesses do Estado. Em Chiquimula, estão a pilhar ouro, prata e jade ilegalmente. Se você não agir, é cúmplice de crimes graves”, anunciou nas redes sociais.

A autoridade maia de Chortí de Laguna de Cayul em Chiquimula, Jovelino Ramírez Leiva, denunciou que existem 58 concessões de mineração que não foram consultadas aos povos indígenas ou aos municípios do departamento.

Algumas das licenças já foram concedidas, mas outras se encontram em fase de exploração e aproveitamento sem licença oficial. Um desses casos foi o relatado na aldeia El Pato, quando cinco pessoas com três caminhões com ouro, prata e jade foram capturadas no início desta semana.

O deputado Barreda acrescentou que na terça-feira os mineiros detiveram o padre Mario Canán e vários moradores que observavam a extração e só foram libertados após intervenção da Polícia Nacional Civil.

Pimentel foi convocado novamente para a próxima segunda-feira. Caso não comparecer, vão enfrentar uma possível interpelação no Congresso para prestar contas sobre a atividade mineradora na região.

Por sua vez, o ministro negou há duas semanas que tenha sofrido pressões para aprovar ou iniciar projetos de mineração e anunciou uma série de consultas aos povos indígenas, a partir de 20 de abril de 2021. As consultas podem se estender por três meses.

*com informações de Prensa Comunitaria

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Jornalista formada pela UCPel-RS, especialista em Relações Internacionais pela UnB e pós-graduanda em Cinema e Audiovisual pela Belas Artes de São Paulo. Podcaster no MIDcast política, #AdyNews e SulCast.

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