Connect with us

Oriente Médio

Irã rejeita novos participantes e negociações em acordo nuclear global

O Ministério das Relações Exteriores do Irã reagiu após o presidente francês, Emmanuel Macron, dizer que as novas negociações deveriam incluir a Arábia Saudita.

Isabela Afonso

Published

on

O Ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, recusou, neste sábado, quaisquer novas negociações ou mudanças nos participantes do Acordo Nuclear de Teerã com potências mundiais. O fato se deu após o presidente da França, Emmanuel Macron, dizer que a Arábia Saudita deveria ser incluída em novas discussões.

“O Acordo Nuclear é um acordo internacional multilateral ratificado pela Resolução 2231 do Conselho de Segurança da ONU, que não é negociável e as partes dele são claras e imutáveis ​​”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Saeed Khatibzadeh, conforme citado pela mídia estatal do país.

O Irã começou a violar os limites do acordo sobre a atividade de enriquecimento de urânio depois que Washington se retirou do pacto em 2018, sob o governo do então presidente Donald Trump, e voltou a impor sanções econômicas ao Teerã. O novo governo do presidente Joe Biden disse que retornará ao acordo, mas somente após Teerã retomar o compromisso de cumprir integralmente seus termos.

A Arábia Saudita e os Emirados Árabes disseram que os países do Golfo Árabe deveriam estar envolvidos em qualquer negociação desta vez. Inclusive, dizem que se deve abordar o programa de mísseis balísticos do Irã e seus apoiadores em todo o Oriente Médio.

Em seu discurso, citado pela televisão Al Arabiya, Macron destacou a necessidade de evitar o erro de excluir outros países da região, como aconteceu quando o acordo de 2015 foi negociado.

A Arábia Saudita, que está travando várias guerras na região com Teerã, incluindo no Iêmen, apoiou a campanha de “pressão máxima” de Trump contra o Irã.

Macron disse que quaisquer novas negociações sobre o acordo nuclear com o Irã serão muito “estritas” e que resta pouco tempo para evitar que Teerã tenha uma arma nuclear. Khatibzadeh disse que Macron deveria “mostrar autocontenção”.

“Se as autoridades francesas estão preocupadas com suas vendas de armas para os países árabes do Golfo Pérsico, é melhor reconsiderar suas políticas”, disse Khatibzadeh. “As armas francesas, junto com outras armas ocidentais, não só causam o massacre de milhares de iemenitas como também são a principal causa da instabilidade regional”, completou o ministro iraniano.

Aproveitando o ensejo….
Aqui na Fonte BR, trabalhamos muito para entregar para vocês informações de qualidade amparadas unicamente na realidade dos fatos. Que tal apoiar o jornalismo independente que fazemos para você?
Clique aqui e seja um assinante. Fortaleça o bom jornalismo.

Jornalista e comunicadora, Isabela é apaixonada por jornalismo, política e bons livros. Atualmente, é mestranda em Comunicação e Consumo pela ESPM-SP.

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Escolha a Fonte!

Que tal apoiar o jornalismo independente que fazemos para você? Seja um assinante. Fortaleça o bom jornalismo. 

X