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América do norte

Ataque ao Capitólio foi coordenado em tempo real

Grupos de milícias receberam informações da localização dos congressistas durante a invasão do Capitólio por mensagens no Facebook

Ady Ferrer

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Membros de milícias treinaram e coordenaram a invasão ao Capitólio em tempo real através de mensagens trocadas pelo Zello. As milícias são formadas por veteranos do Exército dos Estados Unidos e alguns tinham conhecimento prévio dos prédios do Capitólio.

O FBI prendeu o aparente líder do grupo Oath Keepers, Thomas Edward Caldwell. No dia 1° de janeiro, Caldwell enviou uma mensagem para a também veterana Jessica Watkins em que apontava um hotel próximo ao Capitólio como um “bom lugar que vai nos permitir caçar à noite se for preciso“, dizia a mensagem.

Watkins foi presa no domingo, 17, junto com membros do grupo Ohio State Regular Militia, fundado por ela em 2019. De acordo com documentos judiciais obtidos pelo The Washington Post, ela enviou a seguinte mensagem para Caldewell já no dia 6 de janeiro: “Nós estamos entre 30-40. Nós vamos permanecer juntos e manteremos o plano“.

Durante a invasão, Caldwell recebeu mensagens por Facebook de usuários anônimos o informando da localização dos congressistas dentro do prédio.

“Tom, todos os congressistas estão lá embaixo nos túneis, 3 andares abaixo. Todos os membros estão nos túneis embaixo do Capitólio, os tranque lá. Ligue o gás” – dizia uma das mensagens

Na acusação, há uma terceira pessoa apontada como uma das responsáveis na coordenação da invasão: Donovan Crowl, veterano da Marinha. Segundo o FBI, os três também recrutaram membros de milícias na Carolina do Norte, Ohio e Virginia para irem até Washington, D.C.

As mensagens não pararam após a invasão do dia 6. Caldwell chegou a sugerir um evento parecido: “vamos invadir o capitólio em Ohio. Me digam quando!“.

Caldwell, Watkins e Crowl são os primeiros a serem acusados oficialmente de conspiração. Eles enfrentam 5 acusações de conspiração: obstrução de procedimento governamental oficial, impedimento ou dolo de oficiais do governo, destruição de propriedade Estatal, invadir território restrito e conduta desordeira no Capitólio.

Jessica Watkins disse em entrevista que não cometeu nenhum crime. Em sua casa, a polícia encontrou armas de fogo, celulares, spray de pimenta, uma sacola com um capacete e respiradores, armas de paintball e zip ties. O FBI também encontrou um documento chamado “construindo explosivos plásticos através de alvejantes“, mas não deu mais detalhes.

Pessoas ligadas a Thomas Caldwell não atenderam à reportagem do The Washington Post. A mãe de Donovan Crowl, Teresa Rowe, disse que seu filho se radicalizou após sair da Marinha:

“Eu queria dizer às pessoas o que aconteceu com ele, mas eu não sei” – disse.

*Com informações de The Washington Post e The Hill

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Jornalista formada pela UCPel-RS, especialista em Relações Internacionais pela UnB e pós-graduanda em Cinema e Audiovisual pela Belas Artes de São Paulo. Podcaster no MIDcast política, #AdyNews e SulCast.

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