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América Latina

Peru: Ocupação de leitos de UTI supera os recordes da primeira onda em 12 regiões do país

A ocupação da UTI ultrapassa 95% em Lima e em quatro regiões. Em algumas regiões, não há mais leitos, mas Governo descarta quarentena rígida no país por enquanto.

Karla Burgoa

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Mais uma vez, as unidades de terapia intensiva no Peru estão perto do colapso. A ocupação das UTIs superou 95% do total disponível na região metropolitana de Lima, Áncash, Arequipa, Cusco e Huánuco. Em Lambayeque, Tumbes e Ucayali, não havia mais UTIs gratuitas e as listas de espera para acesso a um ventilador mecânico foram crescendo, segundo a presidente executiva do Es Salud, Fiorella Molinelli.

O aumento também se refletiu no nível agregado. Segundo dados da Superintendência Nacional de Saúde (Susalud), o dia terminou com 1.709 das 1.836 equipes disponíveis ocupadas, o que se reflete em uma taxa de ocupação de 93%, três pontos percentuais a mais do que a observada há uma semana.

Novos picos

Junto com a alta ocupação – que vem sendo registrada há algumas semanas -, a demanda por leitos de UTI no início da segunda onda já ultrapassou os níveis máximos reportados durante a primeira onda da pandemia em 12 regiões.

Além da capital, esse fenômeno também é observado em Áncash, Apurímac, Cajamarca, Huánuco, Ica, Lambayeque, Moquegua, Pasco, Piura, Tumbes e Ucayali.

Os aumentos percentuais mais preocupantes são registrados em Piura, Ica e Huánuco. Neste último, o número de equipamentos utilizados para pacientes com COVID-19 grave é de 52, quase 80% a mais que o pico da primeira onda (29 leitos) registrado em 29 de junho de 2020.

Em Lima, a demanda atual gira em torno de 885 leitos, número que representa 5% a mais que o máximo da primeira fase, informado em 20 de agosto de 2020 (842 leitos).

Essa tendência foi relatada nesta sexta-feira pela presidente executiva da Essalud, Fiorella Molinelli, que também destacou que a ocupação de leitos de UTI no país atingiu um valor equivalente ao máximo histórico da primeira onda (1.553 pacientes).

Ontem, a demanda por leitos para pacientes graves no país aumentou para 1.709.

Governo descarta quarentena total no país

Violeta Bermúdez, presidente de ministros, descartou uma nova quarentena total no país, embora tenha deixado em aberto a possibilidade de tomá-la no futuro, dependendo do que ditar a evolução da situação.

“Estamos constantemente avaliando a doença e as decisões que tomamos são um equilíbrio entre cuidar da saúde das pessoas e das finanças das famílias. Nesse sentido, por enquanto, não foi considerado o confinamento da população, mas continuamos analisando a situação ”.

No entanto, as autoridades anunciaram um toque de recolher que vigorará das 21h00 às 4h00 do dia seguinte. A medida será implementada nas cidades mais afetadas pela segunda onda de contágio, como Arequipa, Apurímac, Cajamarca, Callao, Cusco, entre outras.

Com informações de El Comercio e RPP

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Jornalista boliviana, periodista potiguar. Formada pela UFRN, já trabalhou com telejornalismo diário e rádio, e atualmente, busca por meio da escrita, contribuir por uma mídia brasileira que enxergue a América Latina além dos esteriótipos

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