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América Latina

Cuba irá produzir 100 milhões de doses de vacina própria, a Soberana 02

O país, que visa iniciar a campanha de vacinação ainda no primeiro semestre de 2021, pretende distribuir doses para outros países e incluir turistas em seu plano de imunização.

Karla Burgoa

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O governo cubano vai produzir neste ano 100 milhões de doses de sua vacina contra o novo coronavírus, a Soberana 02, para atender a sua própria demanda e a de outros países, informou nesta quarta-feira (20) o diretor do Instituto Finlay de Havana, que desenvolve dois dos quatro projetos locais de ensaios clínicos.

“Temos capacidade para fabricar 100 milhões de doses” de Soberana 2, a vacina candidata mais avançada, e se tudo der certo, este ano teremos toda a população vacinada”, disse o Dr. Vicente Vérez em coletiva de imprensa.

Na segunda-feira (18), a Soberana 2 entrou na fase II b dos ensaios clínicos, envolvendo 900 voluntários. Se tiver o sucesso esperado, a vacina candidata entrará na fase III em março (a última antes de sua aprovação), com 150 mil voluntários.

O Instituto Finlay assinou recentemente um acordo com o Instituto Pasteur do Irã para que o país também participe dos testes clínicos da fase III.

A soberana 1, atualmente na fase I, terá que passar pela “fase II-III” em fevereiro e também será testada em pessoas que estão se recuperando da doença, segundo Vérez.

“Devemos iniciar um ensaio clínico com população pediátrica em fevereiro”, para que a vacina também possa ser aplicada em crianças, acrescentou.

Aplicativo opcional para turistas

O objetivo é lançar a campanha de vacinação no primeiro semestre. Para os cubanos, a vacina seria gratuita, mas não obrigatória. Vérez indicou que também seria uma “opção” para os turistas que visitam o país.

Cientistas cubanos estão trabalhando em quatro preparações: Soberana 1 e 2, Abdala e Mambisa, todas em ensaios clínicos (fase I ou II). Os três primeiros são administrados por injeção e o quarto por spray nasal.

As Soberanas 1 e 2 são desenvolvidas pelo Instituto Finlay e Abdala e Mambisa pelo Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia (CIGB).

Se um desses projetos receber a autorização final, será a primeira vacina COVID-19 concebida e produzida na América Latina.

Impossibilidade de comprar, oportunidade de criar

Apesar de enfrentar um surto de casos de coronavírus, Cuba, com 11,2 milhões de habitantes, continua sendo um dos países menos afetados pela pandemia na região, com 19.122 infecções e 180 mortes.

Por causa da política de embargo dos Estados Unidos, desde 1962, a ilha teve que encontrar seus próprios meios, tanto em remédios quanto em vacinas. Embora o embargo permita a venda de alguns produtos sanitários, muitos bancos se recusam a realizar qualquer transação relacionada à ilha, temendo sanções de Washington.

“Para um país pobre como Cuba, comprar a vacina de que necessitamos para nossa população é um problema econômico”, reconheceu o diretor do Instituto Finlay.

A partir da década de 1980, o país, que dedica um quarto de seu orçamento à saúde, começou a desenvolver sua indústria de biotecnologia, com descobertas notáveis, incluindo uma vacina contra meningococo B.

Atualmente, o programa nacional de vacinação infantil prevê 11 vacinas, das quais 8 são fabricadas na ilha, para o combate a 13 doenças.

Com informações deÚltimas Notícias e Cuba Debate

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Jornalista boliviana, periodista potiguar. Formada pela UFRN, já trabalhou com telejornalismo diário e rádio, e atualmente, busca por meio da escrita, contribuir por uma mídia brasileira que enxergue a América Latina além dos esteriótipos

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