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América Latina

México registra semana com a maior mortalidade desde o início da pandemia

“As pessoas acreditam que depois de tomarmos a vacina esquecemos dos perigos, e a verdade é que vacinar vai demorar. Não vamos ter um impacto apreciável da vacinação por muito tempo e aí muitos já estarão mortos”, argumentou o especialista.

Karla Burgoa

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A curva de mortalidade voltou a subir no final de 2020 e acelerou em janeiro. O México registra a semana com a maior mortalidade em toda a pandemia covid-19, com uma média de 983 mortes diárias desde 7 de janeiro passado, de acordo com os dados oficiais mais recentes desta quinta-feira (15)

Nos últimos sete dias o país, de 128 milhões de habitantes, acumulou 6.885 mortes, com o máximo recorde de 1.314 na terça-feira (12). Até esta quinta-feira, foram registrados 137.916 mortes e 1.588.369 infecções.

O país é o quarto país com mais mortes em números absolutos e o décimo oitavo na comparação por 100.000 habitantes, de acordo com um banco de dados da AFP alimentado com estatísticas oficiais.

“Estamos todos com medo, mas tem muita gente que não entende. Saem sem máscaras, fazem festas, não percebem o que estão causando”, disse Antonio Hoyos à AFP, ao comprar um tanque de oxigênio para seu filho na Cidade do México.

“Estamos sofrendo de parentes infectados e eles como se nada”, acrescentou este funcionário público de 55 anos, reclamando de dois jovens que passaram sem máscara.

Após um período de relativa estabilização, a curva de mortalidade voltou a subir no final de 2020 e acelerou em janeiro.

Até o último sábado, a maior média semanal de mortes diárias havia sido de 800, entre 21 e 27 de junho.

A vacina distrai dos perigos

A região metropolitana do Vale do México, que inclui a capital e onde vivem 23 milhões de pessoas, restringiu atividades não essenciais no dia 18 de dezembro, quando foi declarado o alerta máximo de saúde.

Esse nível de risco – conhecido como semáforo vermelho – aplica-se a cinco dos 32 estados do país, dos quais 21 estão na cor laranja, o segundo na escala.

O surto da epidemia ocorre em um momento em que a vacinação contra covid-19 está avançando entre os profissionais de saúde designados para seus cuidados.

Até a quarta-feira, 234.888 trabalhadores (0,18% da população) receberam a primeira das duas doses. Em 2019, o México tinha 964.800 funcionários no setor de saúde.

O governo garante que as mortes podem cair até 80% quando pessoas com mais de 60 anos forem imunizadas entre fevereiro e abril.

Para López, a expectativa de uma vacinação em massa também teve um impacto negativo.

“As pessoas acreditam que depois de tomarmos a vacina esquecemos dos perigos, e a verdade é que vacinar vai demorar. Não vamos ter um impacto apreciável da vacinação por muito tempo e aí muitos já estarão mortos”, argumentou o especialista.

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Jornalista boliviana, periodista potiguar. Formada pela UFRN, já trabalhou com telejornalismo diário e rádio, e atualmente, busca por meio da escrita, contribuir por uma mídia brasileira que enxergue a América Latina além dos esteriótipos

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