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América Latina

Santiago Rising: documentário relata a luta dos Chilenos contra a repressão de Sebastián Piñera

O documentário não romantiza o protesto, inclusive em vários momentos há cenas explícitas de violência e dos manifestantes e o próprio jornalista, tentando se esquivar dos jatos d’água e dos bastões dos policiais.

Nathália Urban

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Em 2019, todos os olhos se viraram ao Chile, país que eclodiu em protestos populares de pessoas cansadas de viver sob o manto nefasto do neoliberalismo e do autoritarismo, heranças malditas deixadas pela ditadura de Augusto Pinochet. O jornalista e diretor do documentário Nick MacWilliam, capturou o auge do movimento, o lado emocionante e o lado trágico.

Os protestos foram inicialmente caracterizados pela solidariedade, intervenções artísticas e performances alegres, que logo deram lugar para a brutalidade das forças de segurança do país, nos confrontos várias pessoas foram mortas e muitas feridas e presas.

O documentário não romantiza o protesto, inclusive em vários momentos há cenas explícitas de violência e dos manifestantes e o próprio jornalista, tentando se esquivar dos jatos d’água e dos bastões dos policiais.

Entre feministas, mapuches, sobreviventes da ditadura Pinochet, e pessoas que estão simplesmente cansadas de sentir medo de não ter esperança de um futuro melhor. O diretor, pegou justamente questões que afligem a todos no Chile, como o excesso de privatizações que afetam os estudantes que se endividam para pagar sua educação, os aposentados que são forçados a procurar previdência privada e mesmo assim recebem uma aposentadoria pífia e coisas extremas como o custo de vida geral, os problemas relacionados à privatização da água.

A questão dos assassinatos dos Mapuche também foi um tema bastante abordado. O Chile foi condenado em 2014 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos pela violação dos povos indígenas pela aplicação da Lei Antiterrorista (lei atualmente reformada e promulgada por Pinochet em 1984) aos membros do povo Mapuche, violando seus direitos a igualdade e não discriminação. Na época, organizações como o Center for Justice and International Law indicaram que a referida lei constituía uma resposta inadequada do Estado à mobilização social de um povo que busca a defesa de seus direitos ancestrais.

Desde outubro do ano passado, o Ministério Público formalizou um total de acusações contra  5.084 pessoas por participarem dos protestos, 648 estão em prisão preventiva e 725 já foram condenados.

O documentário poderia ser pesado ou até agressivo, mas a sensibilidade do diretor, nos convida a pensar que um grupo diverso de pessoas dos mais variados tipos e origens estavam e estão até agora focadas em lutar da maneira que conseguem por um país melhor.

Você pode achar mais informações sobre o documentário Santiago is Rising, clicando aqui.

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