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América Latina

Conselho Eleitoral do Equador proíbe anúncios eleitorais com a imagem do ex presidente Rafael Correa

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do Equador pediu a “suspensão imediata” de todos os anúncios eleitorais em que aparece o ex-presidente.

Karla Burgoa

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A justificativa apresentada é a sentença proferida contra o ex-presidente pelo crime de corrupção que teria cometido.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do Equador pediu a “suspensão imediata” de todos os anúncios eleitorais em que aparece o ex-presidente sentenciado por corrupção, Rafael Correa, que ficou fora das urnas para as eleições de 7 de fevereiro.

A imagem do ex-presidente não poderá mais aparecer na campanha da União pela Esperança (UNES), que tem o apoio de Correa e patrocina a candidatura da dupla presidencial formada por Andrés Arauz e Carlos Rabascall.

Após uma série de críticas à veiculação de um spot publicitário em que Correa aparece convocando a população a votar na lista da UNES, a Direcção Provincial Eleitoral de Pichincha, entidade que inicialmente autorizou a divulgação do anúncio, recuou e emitiu um relatório no qual também suspende quatro autorizações de campanha.

No vídeo, é perguntado aos eleitores se suas vidas estão melhor agora “sob o neoliberalismo e desemprego”, ou durante seu governo de “crescimento econômico” e “serviços públicos”.

O documento cita o artigo 64 da Constituição do Equador, que inclui a suspensão dos direitos políticos das pessoas condenadas pela Justiça.Também aponta para o artigo 61 da Carta Magna, que indica que aqueles que forem punidos pelo Judiciário não podem participar de assuntos de interesse público, formar partidos ou movimentos políticos, bem como aderir ou participar das decisões que adotarem.

A presidente da CNE, Diana Atamaint, explicou que são as delegações provinciais que autorizam a divulgação da campanha eleitoral nos meios de comunicação e que, neste caso, foi a Delegação Provincial de Pichincha que autorizou a sua divulgação.“Foi na delegação de Pichincha (eleitoral) que se deu a autorização, sei que em outras províncias não foi (…)”, disse antes de acrescentar que pediu ao departamento jurídico que analisasse quais são as limitações. que tem um cidadão privado de direitos políticos para participar nestes eventos.

No entanto, Arauz explicou nesta quarta-feira (13) que no regulamento de promoção eleitoral emitido pela CNE “existe apenas a proibição de usar imagens de crianças e adolescentes, mas nenhuma proibição de mostrar a imagem de um líder político” e complemetou “agora vimos um novo ataque aos nossos direitos de participação e esperamos que a CNE tome conhecimento de uma medida absurda que afecta a democracia”.

As eleições presidenciais de 7 de fevereiro no Equador, nas quais será eleito o substituto do atual presidente Lenín Moreno, foram marcadas por uma campanha anterior para registrar candidatos polêmicos, principalmente com a aliança UNES.

Depois de várias complicações, o espaço finalmente conseguiu lançar a fórmula presidencial junto com Rafael Correa, que a CNE posteriormente também rejeitou.

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Jornalista boliviana, periodista potiguar. Formada pela UFRN, já trabalhou com telejornalismo diário e rádio, e atualmente, busca por meio da escrita, contribuir por uma mídia brasileira que enxergue a América Latina além dos esteriótipos

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