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Editorial | Nassif, Repórter Brasil e Voz das Comunidades: o jornalismo em risco

Cleber Lourenço

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Na mesma semana, tivemos duas denúncias gravíssimas de tentativas flagrantes de cerceamento do exercício do jornalismo no país.

Na manhã desta quarta-feira o repórter cinematográfico, Renato Moura, do site Voz das Comunidades, acompanhava uma ação policial no Complexo do Alemão, quando policiais o revistaram e quebraram o celular utilizado para reportagens. Segundo o repórter, os policiais ainda falaram que “o Voz só fala mal da polícia para ganhar fama”.

Ontem (12) Repórter Brasil denunciou que está sendo alvo de uma série de ataques nos últimos dias que conseguiram retirar seu site do ar. Eles ainda denunciam que recebimento de um e-mail anônimo que dizia: “Como devem ter percebido vcs passaram por alguns problemas tecnicos na ultima data. Para que isso nao ocorra novamente removam as materias nas pastas de 2003, 2004, 2005 (sic)”.

Já no ano passado, o jornalista Luis Nassif denunciou a perseguição judicial que busca impedi-lo de exercer o jornalismo.

Está claro que a perseguição ao jornalismo independente se faz seja de maneira ilegal ou legalmente. Ainda mais quando temos um Ministro da Justiça que tenta a todo custo institucionalizar a censura e o cerceamento da liberdade de expressão.

Infelizmente a degradação da democracia no Brasil, passa de maneira impreterível pela corrosão da liberdade de imprensa, principalmente o jornalismo independente que quando bem feito, defende o interesse público e não o dos anunciantes ou mandatários do momento.

E é uma tendência mundial, como por exemplo, no Reino Unido, onde o Ministério da Defesa não só mapeou como também intimidou jornalistas investigativos. Uma prática semelhante feita no Brasil, conduzida pelo Ministério da Economia e foi revelada antes que surgisse qualquer denuncia ou tentativa de intimidação aos “detratores” da pasta.

Veja também: A esquerda não quer vencer a batalha da comunicação

Em tempos de autoritarismo, apenas a imprensa livre e independente leva a verdade e o fatos para a vida dos cidadão, quem irá afrontar aqueles que praticarem mal-feitos se quem os vigia está cerceado?

Assim como na ditadura “não” havia corrupção por haver um soldado em cada porta de redação, agora a censura vem pelo “trabuco” do policial na favela, pela toga e até despacho ministerial. E assim, não há crime, não há desvio de conduta. Viva o Brasil! Ame-o ou deixe-o.

Jair Bolsonaro, que não possui o minimo apreço pela democracia, aguarda seus apoiadores no Congresso repassarem para as suas mãos, o controle das tropas estaduais, que já mostraram o que podem e querem fazer lá no Ceará. Encapuzados e alvoroçados, ameaçaram jornalistas, atiraram em um Senador da República e promoveram o terror.

Alvoroçado pelo putsch trumpista no Capitólio, Bolsonaro ameaça a democracia com a tranquilidade de quem diz “hoje faz sol”, o presidente afirmou: “se tivermos voto eletrônico em 2022, acontecerá o mesmo que nos EUA”.

Quarta-feira, 13 de janeiro de 2021. Mais uma página no diário do autoritarismo.

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Nada é mais importante para a democracia do que um eleitorado bem informado. Apaixonado por jornalismo e política. Textos publicados em: Revista Forum, Congresso em Foco e no UOL (pelo blog Entendendo Bolsonaro)

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