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América Latina

É suspensa a audiência contra Fujimori devido à falta de tradutores quéchua, um dos idiomas oficiais do país

Fujimori deveria participar da plataforma virtual da sede de Diroes, no presídio Barbadillo, em Ate, onde cumpre pena de 25 anos de prisão por sua autoria intelectual nos crimes de Barrios Altos e La Cantuta.

Karla Burgoa

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É a quarta vez que a audiência é remarcada, inicialmente marcada para 19 de dezembro de 2019.

O Poder Judiciário suspendeu hoje (11) a audiência para apresentar denúncias contra os réus nos casos de esterilizações forçadas de mulheres durante o regime de Alberto Fujimori, devido à falta de tradutores do quéchua, língua oficial do país falada pela maioria dos 1.321 demandantes.

É a quarta vez que a diligência para fundamentar as denúncias é reprogramada, inicialmente marcada para 19 de dezembro de 2019.

Inicialmente, a audiência estava marcada para 9 de dezembro de 2019 mas, a pedido do Ministério Público, foi remarcada para 20 de março. Naquela data, o procedimento não pôde ser concluído porque o Governo declarou Estado de Emergência Nacional devido à pandemia de COVID-19 e ordenou a suspensão dos trabalhos do Judiciário. Em 19 de outubro de 2020, o tribunal remarcou a audiência para 11 de janeiro.

O juiz Rafael Martínez Vargas, titular do Tribunal Criminal Supraprovincial de Transição Especializado em Crime Organizado, ordenou que o tribunal considerasse a incorporação de pessoas que dominassem as variações do quéchua, para que as vítimas ​​ pudessem fazer uso de seu direito na audiência. Para a próxima data, ainda não definida, oficializarão a entidade correspondente para que haja intérprete da língua quíchua, nas variantes mais significativas.

Hoje, o promotor Pablo Espinoza Vásquez teve que apoiar as acusações contra Alberto Fujimori e seus ex-ministros da Saúde Alejandro Aguinaga, Marino Costa Bauer, Eduardo Yong Motta e outros funcionários.

Fujimori deveria participar da plataforma virtual da sede de Diroes, no presídio Barbadillo, em Ate, onde cumpre pena de 25 anos de prisão por sua autoria intelectual nos crimes de Barrios Altos e La Cantuta. No entanto, ele não apareceu porque estava doente, sendo avaliado por uma enfermeira, segundo o chefe da segurança do presídio.

No Peru, durante o governo de Fujimori, 244.234 mulheres e 20.693 homens foram irreversivelmente esterilizados em meio às políticas nacionais de planejamento familiar (1996-1999). Atualmente, 1.321 mulheres continuam buscando justiça.

A Defensoria do Povo constatou que foram feitas mais de 200.00 operações de ligadura de trompas e 22.004 vasectomias entre 1996 e 2001, quase todas em pessoas de classes baixas e de regiões rurais. Não se sabe quantas foram feitas de modo irregular.

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Jornalista boliviana, periodista potiguar. Formada pela UFRN, já trabalhou com telejornalismo diário e rádio, e atualmente, busca por meio da escrita, contribuir por uma mídia brasileira que enxergue a América Latina além dos esteriótipos

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