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Editorial

Editorial | A esquerda não quer vencer a batalha da comunicação

EDITORIAL | Não adianta acusar um canal, jornal, portal ou revista de apoiar um golpe nesse ou no século passado, se amanhã estará lá você: fazendo campanha por assinaturas e audiência destes mesmos veículos.

Cleber Lourenço

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O discurso entre políticos, partidos e militantes de esquerda no Brasil é unanime: mundo reclama da grande imprensa, que ela é tendenciosa, parcial, manipuladora e desonesta.

Grandes empresas de jornalismo no país já manipularam resultados eleitorais, promoveram falsas simetrias, provocaram controvérsias desnecessárias e falharam muitas vezes em informar o público. Do colapso do sistema financeiro aos perigos que, de verdade, enfrentamos.

Sofremos, durante a pandemia e um dos piores governos da história do país, uma enxurrada irresponsável de links e mais links do detestável jornalismo declaratório que induz milhões de brasileiros ao erro e ao debate político agressivo.

A grande imprensa brasileira tem a sua parcela de responsabilidade com os problemas da pandemia e o aumento da antivacinação no país: coberturas irresponsáveis, promoção inconsequente da antivacinação, além de sempre acabar por justificar descalabros como a devoção desmedia a um sujeito que até hoje vive de promessas na área da economia, é claro, quando ela mesmo não promove fake news.

Sim, temos muitos problemas. Isso significa que devemos perseguir jornalistas pelas ruas? Incentivar o ódio contra a imprensa como o Presidente da República faz? É óbvio que não!

Pelo contrário, já pensou em estimular e apoiar veículos de mídia idôneos e comprometidos com os fatos, mas que não defendam unicamente os interesses dos anunciantes?

Existe uma quantidade considerável de projetos no Brasil, muitos deles presentes inclusive no Twitter, como: @TheInterceptBr, @revistaforum, @RevistaOSabia, @JacobinBrasil, @diplobrasil, @fontebr_, @agsportlight, @ruben_berta, @Headline_BR, @Alma_Preta, @vozdacomunidade, @Cajueira_e muitos outros.

Então, por qual motivo quando um portal acima da uma notícia, muitos da dita esquerda preferem compartilhar o jornalão que deu a mesma notícia? Na hora de pagar assinatura e financiar, eles escolhem quem? Sim, a grande mídia.

Reclamam que não há uma cobertura mais profunda sobre a América Latina, mas ignoram os projetos voltados ao tema, reclamam que não existem análises políticas sérias, mas não procuram acessar outras alternativas. Reclamam insistentemente do jornalismo investigativo brasileiro que é excelente e possui projetos fantásticos, mas na hora de apoiar ou financiar essas iniciativas( que são extremamente caras para quem produz), preferem “usar amarelo pela democracia”.

E ainda há quem afirme de maneira insistente que a esquerda precisa entender o crescimento da direita e adotar as mesmas práticas. Sabem qual é a prática deles? Reverberar e dar audiência para os seus próprios blogs e sites.

Políticos só dão entrevistas, são colunistas e compartilham portais vinculados à eles. A militância só faz assinatura e apóia os projetos deles e assim por diante.

Quantos políticos de esquerda você vê compartilhando ou reverberando portais e projetos independentes ou até mesmo participando ativamente deles, mesmo que seja como colunista ou até como uma simples fonte? Pouquissímos.

Então, não adianta falar em regulação dos meios de comunicação, em democratização da mídia, quando o comportamento habitual de cada um indica o oposto.

Precisamos, como leitores, mudar nossos hábitos, quebrar velhos costumes e dar a chance e a oportunidade de que novos e bons projetos possam expandir a pluralidade de informações na opinião pública.

A mudança, antes de tudo se faz com ações, com mudanças no dia-a-dia de todos nós. Não adianta reclamar que determinado jornal ou site faz uma cobertura imparcial e tendênciosa se no final do dia lá está você, pagando assinaturas e gerando clicks para estes mesmos veículos.

Não adianta acusar um canal, jornal, portal ou revista de apoiar um golpe nesse ou no século passado, se amanhã estará lá você: fazendo campanha por assinaturas e audiência destes mesmos veículos.

Não faltam opções, não faltam oportunidades. Falta vontade e enquanto isso não existir, as reclamações sobre o “Pig – Partido da imprensa golpista”, “Grande mídia” e afins, irá perdurar.

Reclamações que servem apenas para embelezar discursos políticos, gerar likes nas redes sociais e só. Algo efemero.

Aproveitando o ensejo….
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Nada é mais importante para a democracia do que um eleitorado bem informado. Apaixonado por jornalismo e política. Textos publicados em: Revista Forum, Congresso em Foco e no UOL (pelo blog Entendendo Bolsonaro)

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