Connect with us

América do norte

E aí, Rodrigo Maia? Vai esperar o Brasil virar o Capitólio dos EUA?

É dessa maneira que Maia quer entrar para a história? Como o homem que tinha tudo para impedir que o país virasse um Capitólio mas nada fez?

Cleber Lourenço

Published

on

O Brasil está tendo uma oportunidade de única de observar esse absurdo nos Estados Unidos e se preparar contra certas delinquentes, terroristas e agitadores sociais.

Em 2018 o juiz federal, Eduardo Rocha, foi suspenso pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), após uma denúncia da Advocacia Geral da União (AGU) comprovar que o magistrado pretendia se aproveitar do cargo e “do poder coercitivo que um provimento jurisdicional para atingir objetivos políticos, em especial inviabilizar a realização das eleições ou desacreditar o processo eleitoral como um todo”.

Hoje também assistimos uma das maiores economias do mundo sucumbir aos gritos de delinquentes e terroristas domésticos, que, incitados pelo atual presidente patrocinam uma tentativa golpe de estado nos Estados Unidos da América.

Notícias falsas, ataques contra a integridade do processo eleitoral, discursos de ódio e uma rede de disseminação de mentiras estabelecidas com a anuência e simpatia do presidente daquele país.

Se você pensou no Brasil por um instante, não está errado. A estratégia é a mesma. Ainda no ano passado quando policiais do Ceará vestiram capuzes e promoveram uma imensa sublevação no da tropa no estado, o presidente Jair Bolsonaro e seu ex-ministro Sergio Moro, saudavam com todo o carinho, simpatia e cuidado do mundo os bandidos amotinados. Isso enquanto policias de outros estados do país ameaçavam sublevações pelo país.

Se nos EUA, sem episódios semelhantes, já viveu esse vexame international, o que dirá do Brasil cujo o mandatário possui ainda menos decoro e muita admiração por Donald Trump?

Desde o final do ano passado, Jair Bolsonaro retomou seu discurso de cisma contra o processo eleitoral brasileiro e as seguras urnas eletrônicas, não é de graça. Tudo indica que caso o presidente perca as eleições de 2022 por culpa da sua péssima gestão e incapacidade política, poderá apelar para a delinquência.

Os parlamentarem com quem conversei nos últimos meses afirmam que faltam votos e garantias de que um eventual pedido de impeachment possa prosperar, falta também vontade do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia, em levar adiante um dos mais de cinquenta pedidos protocolados.

A questão dos votos é delicada, ainda mais quando o presidente da casa não se mostra nem um pouco engajado em conduzir uma campanha que seria benéfica ao país.

Se Trump não se intimidou em avançar contra o próprio país, o que garante que Bolsonaro não faria o mesmo?

Seria prudente, mesmo que sem garantias, não abrir um processo de impeachment mesmo que servisse como um “tiro de aviso”?

Em breve o longo mandato de Rodrigo Maia acabará, as duas próximas opções para comando da casa são um deputado declaradamente apoiador do presidente contra um outro parlamentar que votou mais de 90% das vezes seguindo a orientação do governo em pautas na Câmara.

Se a democracia no Brasil se degradar ainda mais, poderemos responsabilizar Rodrigo Maia por expor o país a uma tentativa de golpe.

É dessa maneira que Maia quer entrar para a história? Como o homem que tinha tudo para impedir que o país virasse um Capitólio mas nada fez?

Aproveitando o ensejo….
Aqui na Fonte BR, trabalhamos muito para entregar para vocês informações de qualidade amparadas unicamente na realidade dos fatos. Que tal apoiar o jornalismo independente que fazemos para você?
Clique aqui e seja um assinante. Fortaleça o bom jornalismo.

Nada é mais importante para a democracia do que um eleitorado bem informado. Apaixonado por jornalismo e política. Textos publicados em: Revista Forum, Congresso em Foco e no UOL (pelo blog Entendendo Bolsonaro)

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Escolha a Fonte!

Que tal apoiar o jornalismo independente que fazemos para você? Seja um assinante. Fortaleça o bom jornalismo. 

X