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América Latina

Na Venezuela, a nova Assembléia Nacional tomou posse

Os 277 deputados eleitos tomaram posse nesta terça-feira. O líder da oposição, Juan Guaidó, realizou um evento paralelo.

Karla Burgoa

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A nova Assembleia Nacional (AN) da Venezuela foi empossada na tarde desta terça-feira (5). Com 256 deputados de Chavism reunidos no “bloco da pátria” e 21 da oposição, eleitos no dia 6 de dezembro, iniciou-se um novo período que durará até 2026. Jorge Rodriguez, ex-ministro da Comunicação, foi eleito como chefe do Poder Legislativo, e Iris Varela, ex-chefe do serviço penitenciário, foi eleita vice-presidente.

O evento foi realizado em meio ao lockdown em Caracas, após um mês de flexibilizações. A entrada no Palácio Legislativo Federal pelos deputados do “bloco da pátria” foi com os quadros de Simón Bolívar e Hugo Chávez à frente, em um ato de restituição dos símbolos que haviam sido retirados em 5 de janeiro de 2016, quando uma maioria de oposição foi deixada à frente da legislatura.

O juramento das autoridades, todos do “bloco da pátria”, foi marcado por discursos sobre o significado político de ter “recuperado” a Assembleia depois que, daquele espaço institucional, a oposição tentará diferentes atos de desestabilização, tais como decretar o “abandono do cargo presidencial” em 2017, até a criação de uma “presidência interina” em janeiro de 2019.

Como esperado, o setor da oposição que não concorreu às eleições de 6 de dezembro não reconheceu a nova Assembleia Nacional e, dentro desse setor, um grupo realizou o que chamaram de continuidade da Assembleia paralela sob a presidência de Juan Guaidó. A preparação desta “instalação” foi objeto de debates e divisões dentro da oposição que não votou, devido ao fato de que uma parte dos deputados e representantes decidiram não reconhecer a continuidade.

Muitos dos governos que não haviam reconhecido a eleição de 6 de dezembro declararam-se inconscientes da nova Assembleia Nacional, ratificando seu apoio ao Guaidó, como os Estados Unidos, Canadá, e também o Brasil.

A União Européia (UE), por sua vez, ainda não expressou sua posição sobre este novo cenário. Embora a decisão europeia não fosse de reconhecer a disputa legislativa, foi revelado via El País que uma possível fórmula para não reconhecer Guaidó como presidente interino, mas manter uma posição privilegiada nas relações, estava em debate. Essa posição deve ser tornada pública nos próximos dias.

A figura de Guaidó como “presidente interino” não só é questionada porque está fora da estrutura constitucional, mas também foi atingida novamente por escândalos de corrupção. O último caso surgiu nos últimos dias através do Washington Post, onde foram expostos três complôs de corrupção internacional, um deles com o governo do Paraguai, envolvendo Guaidó e vários dos líderes que compõem o “governo interino”.

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Jornalista boliviana, periodista potiguar. Formada pela UFRN, já trabalhou com telejornalismo diário e rádio, e atualmente, busca por meio da escrita, contribuir por uma mídia brasileira que enxergue a América Latina além dos esteriótipos

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