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América do norte

Jornal estadunidense revela esquema de corrupção com Juan Guaidó

O suposto autoproclamado presidente estaria envolvido em esquema de corrupção na Venezuela, valores chegariam a US$ 40 bilhões

Karla Burgoa

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O jornal estadunidense Washington Post publicou no último sábado (2) uma investigação de atos de corrupção do autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, como resultado do tratamento irregular de ativos que o país caribenho tem no exterior e que foram confiscados na aliança com o governo dos EUA.

Segundo o jornal, esses atos de corrupção no governo Guaidó estão relacionados ao manejo irregular de ativos do país no exterior e que foram recuperados em aliança com o governo de Donald Trump. Dois empresários, segundo o Post, Jorge Reyes e Pedro Antar, foram os que denunciaram o complô de corrupção de mais de US $40 bilhões e que envolveria Fernando Blasi e Javier Troconis, indicados por Juan Guaidó como comissário presidencial de Gestão e Recuperação de ativos.

Blasi e Troconis foram escolhidos pelo promotor venezuelano, Tarek William Saab, como parte de uma rede que coleta subornos para “roubar ativos venezuelanos no Caribe”.

Segundo o Ministério Público, que fez as denúncias em 17 de setembro, foi aberta uma investigação contra quatro funcionários indicados por Guaidó por tentativa de arrecadação de propina para a assinatura de um contrato que outorgou poderes a um consórcio de empresas com sede em Miami , com o objetivo de “roubar os ativos do país no exterior”.

De acordo com a investigação do jornal, que incluiu mais de 20 entrevistas e uma revisão de documentos incluindo possíveis contratos, foram descobertas múltiplas propostas de acordos envolvendo a Troconis que teriam exigido o que alguns membros da oposição caracterizaram como pagamentos altos e inusitados. Estes incluíam um possível contrato com o Governo do Paraguai por uma comissão de US$ 26 milhões a ser paga a terceiros, levantando alarmes dentro da própria equipe jurídica do Guaidó. Outro acordo proposto, para recuperar ativos em um banco britânico, teria envolvido um contrato que os funcionários da oposição disseram que o Troconis não estava autorizado a assinar.

Troconis, um ex-executivo do setor petrolífero apoiado por poderosas figuras da oposição, ainda serve como comissário especial de Guaidó para a recuperação de ativos, trabalhando a partir do exílio especialmente em Miami, Bogotá, Colômbia e Washington. Em uma extensa entrevista, ele negou qualquer ato ilícito, disse o jornal estadunidense.

Inicialmente, as denúncias de Reyes e Antar foram reveladas pela primeira vez em 14 de setembro de 2020 pelo site Factores de Poder, sediado em Miami, da jornalista venezuelana Patricia Poleo, gerando rejeição por parte da oposição liderada por Guaidó.

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Jornalista boliviana, periodista potiguar. Formada pela UFRN, já trabalhou com telejornalismo diário e rádio, e atualmente, busca por meio da escrita, contribuir por uma mídia brasileira que enxergue a América Latina além dos esteriótipos

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