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América Latina

México oferece asilo político a Julian Assange, o fundador do Wikileaks

Após a justiça britânica rejeitar a extradição para os Estados Unidos, México oferece asilo político a Julian Assange

Karla Burgoa

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O presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador anunciou hoje que seu governo oferecerá asilo político ao fundador do Wikileaks Julian Assange, cuja extradição para os Estados Unidos foi rejeitada hoje pela juíza britânica Vanessa Baraitser.

A juíza afirmou em sua resolução que “o estado mental do senhor Assange é tal que seria opressivo extraditá-lo aos Estados Unidos”, o que poderia levá-lo a “cometer suicídio pela pela ‘determinação obsessiva’ de seu transtorno de espectro autista”

Na conferência realizada nesta manhã (4), o presidente afirmou que pediu ao Ministro das Relações Exteriores Marcelo Ebrard para prosseguir com o Reino Unido “a possibilidade da libertação do Sr. Assange e a oferta de asilo político do México”.

“Eu saúdo” a decisão britânica, disse o presidente. “Acredito que é um triunfo da justiça”.

Assange está sendo mantido em uma prisão de segurança máxima em Londres. Ele foi preso em abril de 2019 na embaixada do Equador na capital britânica.

A missão equatoriana havia concedido asilo em 2012 ao fundador do WikiLeaks para evitar sua detenção, sob um pedido da Interpol, após alegações de estupro na Suécia, como parte de uma investigação que foi posteriormente retirada.

O México concederá a Assange refúgio com o que “significa o direito de asilo em nossa tradição, que é proteção e ao mesmo tempo responsabilidade de cuidar para que quem o recebe não interfira nos assuntos políticos de outros países”.

“Saúdo o fato de o Reino Unido ter agido desta forma, porque (Assange) é um jornalista e merece uma chance. Sou a favor de que ele seja indultado”, disse ele.

Para López Obrador, foi uma boa decisão, mas agora ele precisa ser perdoado, ou seja, “perdão, Sr. Assange, perdão e asilo no México, nós vamos dar-lhe proteção”.

Os Estados Unidos acusaram Assange de conspirar com o ex-soldado americano Bradley Manning (hoje Chelsea Manning) em 2010 e com outros entre 2007 e 2015 para obter e publicar ilegalmente informações secretas no Wikileaks.

Atualmente, Assange está detido na prisão de segurança máxima de Belmarsh e é acusado pelo governo dos EUA de violar a lei de espionagem pela divulgação de documentos que expuseram as diversas violações cometidas por militares dos Estados Unidos nas Guerras do Afeganistão e do Iraque. No total, o ativista é acusado por 18 crimes pelos quais pode ser condenado a 175 anos de prisão. O governo americano tem 14 dias para recorrer da decisão da juíza.

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Jornalista boliviana, periodista potiguar. Formada pela UFRN, já trabalhou com telejornalismo diário e rádio, e atualmente, busca por meio da escrita, contribuir por uma mídia brasileira que enxergue a América Latina além dos esteriótipos

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