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Ásia

Covid-19: como é chegar à Coreia do Sul vindo de uma área de risco

Jornalista de Seoul conta como foi voltar ao país que tem as medidas mais rígidas contra a covid-19

Ady Ferrer

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O jornalista Raphael Rashid, freelancer baseado em Seoul, relatou no Twitter sua volta para casa. Rashid estava trabalhando em Londres e voltou à Coreia do Sul na noite do dia 31 de dezembro. O país adotou medidas radicais de isolamento e distanciamento social desde 14 de dezembro, quando relatou um recorde de casos diários com 1.030 novas infecções.

“A razão por eu estar escrevendo esse fio é porque eu fiquei chocado pelo nível de incompetência no Reino Unido quando viajei uma semana atrás” – disse

As medidas já começaram no voo, quando Rashid recebeu formulários informativos sobre a quarentena, já que sua origem era o Reino Unido, país que recentemente identificou uma variante do vírus mais infecciosa. Logo na saída do avião, teve sua temperatura corporal checada.

Os oficiais pediram para o jornalista descarta sua máscara KF-94 e trocar pela 3M KF-95, do tipo cirúrgica. Mesmo com os exames já feitos antes de embarcar, todos precisaram fazer um novo teste.

Já na imigração, oficiais instruíram o download do app de quarentena. Quem se negara instalar, é deportado. O aplicativo foi lançado pelo governo do país para monitorar os visitantes procedentes de áreas de risco. Só depois, Raphael e os passageiros são encaminhados para pegar suas bagagens. Depois, um ônibus disponibilizado para serviços de emergência leva os passageiros para o Incheon National Quarentine Facility Station, onde esperaram o resultado dos exames.

Raphael conta que passou a virada de 2021 em uma cabine sozinho, com comida entregue pelos oficiais. Os resultados saíram 9 horas depois por uma mensagem do aplicativo. Cinco dos passageiros, no entanto, precisaram de um reavaliação – Rashid incluído.

Eles foram levados para quartos separados, onde tiveram suas temperaturas checadas e puderam descansar enquanto esperavam o resultado de novos exames.

Com o resultado negativo, os passageiros foram enviados de volta para o aeroporto, onde a polícia registrou o nome de todos. Raphael foi, finalmente, liberado para ir para casa em um táxi com isolamento do motorista. Em casa, é responsabilidade do jornalista se diagnosticar todos os dias e anotar seus sintomas no app de quarentena.

O Brasil só tem feito a medição de temperatura em passageiros provenientes do Reino Unido pela nova variante encontrada. Essa é a única medida do governo de Jair Bolsonaro em aeroportos.

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Jornalista formada pela UCPel-RS, especialista em Relações Internacionais pela UnB e pós-graduanda em Cinema e Audiovisual pela Belas Artes de São Paulo. Podcaster no MIDcast política e no #AdyNews.

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