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Europa

Caso Assange e a obscuridade do sistema judicial britânico

A publicação de jornalismo investigativo Declassified, também descobriu que a juíza, Vanessa Baraitser, ordenou a extradição em 96% dos casos que presid

Nathália Urban

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O Ministério da Justiça do Reino Unido está bloqueando a divulgação de informações básicas sobre a juíza Baraitser que decidirá sobre a extradição de Julian Assange para os EUA no que parece ser uma aplicação irregular da Lei de Liberdade de Informação.

A publicação de jornalismo investigativo Declassified,  também descobriu que a juíza, Vanessa Baraitser, ordenou a extradição em 96% dos casos que presidiu e cujas informações estão disponíveis ao público.

Baraitser foi nomeada juíza distrital em outubro de 2011 com base no Chief Magistrate’s Office em Londres, após ter sido admitida como advogada em 1994. Quase nenhuma outra informação está disponível sobre ela no domínio público.

Baraitser foi criticada por uma série de julgamentos até agora sobre Assange, que está encarcerado em uma prisão de segurança máxima, HMP Belmarsh em Londres, desde abril de 2019. Essas decisões incluem a recusa do pedido de Assange de fiança de emergência durante a pandemia de Covid-19 fazendo-o sentar-se atrás de uma tela de vidro durante a audiência, ao invés de estar com seus advogados.

O Declassified, também apontou evidências de que o Ministério do Interior do Reino Unido está bloqueando a divulgação de informações sobre o papel da secretária do Interior, Priti Patel, no caso de extradição de Assange.

Assange é um entre dois dos 797 detidos em Belmarsh preso por violar as condições de fiança. Mais de 20% dos detentos lá, foram presos por crimes violentos, como homicídio.

O governo britânico, está sucessivamente rejeitando pedidos de liberdade de informação a respeito do caso, e da escolha da juíza. 

O comportamento de Baraitser durante todo o processo destacou a situação abusiva dos tribunais ingleses. A juíza, negou a liberação da fiança para Assange e nem mesmo permitiu que ele se sentasse ao lado de seus advogados no tribunal. A corte marcial das forças armadas dos EUA de Chelsea Manning foi mais humana do que isso.

A juíza também indeferiu o protesto do advogado de defesa de que Assange não teve tempo suficiente para responder às novas acusações do governo dos EUA, que foram apresentadas na 11ª hora. Baraitser concedeu aos promotores quatro horas para interrogatório, mas a defesa teve apenas 30 minutos por testemunha, e ela rejeitou seus argumentos rotineiramente durante o processo.

Se condenado, Julian Assange será extraditado para os Estados Unidos onde será mantido em uma prisão de segurança máxima em Florence, Colorado, ao lado do terrorista condenado Abu Hamza, sendo confinado em uma cela de 23 a 24 horas por dia por ser considerado um perigo à segurança nacional.

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