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América Latina

Senado já começou debate sobre a legalização do aborto na Argentina

Um projeto de lei para legalizar o aborto foi rejeitado em agosto de 2018 pelo Senado por 38 votos contra 31, com duas abstenções.

Karla Burgoa

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Foto: J. Ferrario

O Senado da Argentina começou nesta terça-feira (29) a sessão em que debaterá um projeto de lei para legalizar o aborto até a 14ª semana de gestação, dois anos após uma iniciativa semelhante ter sido rejeitada naquela câmara.

A sessão, que está ocorrendo com alguns congressistas presentes na sala e outros participando remotamente, começou às 16h no horário local, com a presença de 67 senadores, disse a presidente da câmara, Cristina Kirchner.

Há 58 oradores registrados e estima-se que a votação ocorrerá no início da madrugada. Milhares de manifestantes a favor e contra a proposta ocuparam as ruas ao redor do Congresso, com cartazes e bandeiras, em um dia quente no verão do sul.

Um projeto de lei para legalizar o aborto foi rejeitado em agosto de 2018 pelo Senado, com 38 votos contra, 31 a favor e duas abstenções. Entretanto, nesta ocasião, as forças são mais equilibradas e ninguém ousa antecipar o resultado.

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, foi desta vez a força motriz por trás da iniciativa, inspirado nos princípios da organização Campanha pelo Aborto Legal, Seguro e Livre, identificada com o verde, a cor que manchava as manifestações de massa.

O governo estima que há entre 370.000 e 520.000 abortos clandestinos anualmente em um país de 45 milhões de pessoas.

A oposição à interrupção voluntária da gravidez, que adotou a cor azul, tem como portadoras padrão a Igreja Católica e a Aliança Cristã de Igrejas Evangélicas, que também promovem marchas de rua maciças.

O Papa Francisco, ex-arcebispo de Buenos Aires, publicou um tweet na terça-feira no qual enfatizou que “o Filho de Deus nasceu fora do casamento para nos dizer que toda pessoa pária é um filho de Deus”. Ele veio ao mundo quando uma criança vem ao mundo, fraca e frágil, para que possamos aceitar nossas fraquezas com ternura”, uma mensagem que, embora não explícita, foi interpretada pela imprensa como uma rejeição da lei.

Atualmente, o aborto na Argentina só é permitido se a gravidez colocar em perigo a vida da mãe, ou se tiver ocorrido como resultado de estupro. Se a lei for aprovada, a Argentina se juntaria ao pequeno grupo de países latino-americanos onde o aborto é descriminalizado.

Países onde o aborto é legalizado, sem condições:

Os países latino-americanos que permitem abortos incondicionais nas primeiras semanas de gravidez, de acordo com suas leis, são o Uruguay, Cuba, Guayana, Guyana Francesa e Porto Rico.

Acompanhe a discussão clicando aqui.

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Jornalista boliviana, periodista potiguar. Formada pela UFRN, já trabalhou com telejornalismo diário e rádio, e atualmente, busca por meio da escrita, contribuir por uma mídia brasileira que enxergue a América Latina além dos esteriótipos

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