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América Latina

O acordo entre o Reino Unido e a União Europeia exclui territórios ultramarinos, entre eles as Ilhas Malvinas (Falklands)

A exclusão das Ilhas Malvinas havia sido uma proposta formal do Governo Argentino ao alto representante da União Européia (UE) para a Política Externa

Nathália Urban

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O Reino Unido e a União Europeia (UE) chegaram a um acordo comercial para implementar o Brexit. O acordo trouxe uma boa notícia para a reivindicação argentina às Ilhas: é que as novas regras acordadas com o bloco europeu deixaram de fora os territórios ultramarinos britânicos, incluindo as Ilhas Malvinas, Geórgia do Sul e Sandwich do Sul, que estão em disputa territorial.

O arquipélago perderá benefícios comerciais, fiscais e aduaneiros na troca dos ilhéus com os países que compõem o bloco comunitário, medida que favorece a posição do Estado argentino no conflito territorial que desencadeou a Guerra das Malvinas em 1982, durante a ditadura militar.

A exclusão das Ilhas Malvinas havia sido uma proposta formal do Governo Argentino ao alto representante da União Européia (UE) para a Política Externa, Josep Borrell, um dos porta-vozes das negociações do bloco regional com o Reino Unido. O governo de Alberto Fernández reiterou seu compromisso histórico de soberania e voltou a citar as recomendações do Comitê de Descolonização das Nações Unidas, que são ignoradas pelos britânicos.

Numa mensagem enviada aos colonos britânicos das Malvinas para as celebrações do Natal, Johnson destacou que a sua administração os ajudará a enfrentar “a mudança que se aproxima”, e afirmou que a UE “foi absolutamente intransigente na hora de excluir a maioria dos territórios ultramarinos nas negociações comerciais deste ano. ” E concluiu: “Vocês não foram esquecidos  ou negligenciados.”

A partir de agora, os habitantes das Ilhas Malvinas enfrentarão uma situação econômica difícil, principalmente no setor pesqueiro, um dos segmentos mais rentáveis. O capital desta atividade representa 75% do seu rendimento e afeta também a Espanha, uma vez que os barcos espanhóis têm licença especial para a pesca de lula na plataforma marítima deles. As exportações de peixes para a União Europeia representam 40% do Produto Interno Bruto das Ilhas Malvinas e até 60% do rendimento total dos que lá vivem.

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