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América Latina

No Equador polícia invade fábrica para despejar trabalhadores grevistas

Os trabalhadores pediam justiça pelos seus direitos trabalhistas, sofreram graves violações de direitos constitucionais.

Karla Burgoa

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A Confederação Equatoriana de Organizações Unitárias de Classe de Trabalhadores (CEDOCUT) denunciou nesta sexta-feira (25) a repressão e o despejo violento da polícia pelos  trabalhadores do Explocen que estão em greve legal desde julho. Os vídeos que circulam nas redes sociais mostram o uso de gás lacrimogêneo e vários trabalhadores feridos.

Em uma declaração, eles denunciam que “o presidente da empresa e a Polícia Nacional estão tentando despejar os trabalhadores, abusando da força usando gás lacrimogêneo, e com muita repressão policial”.

Desta forma, eles apelaram para a Ouvidoria, organizações internacionais e de direitos humanos, para “estar vigilante diante dessa postura violenta e desumana da empresa”.

A CEDOCUT notificou ao Ministério do Trabalho do Equador que até o último momento, os trabalhadores têm sido os que têm procurado alternativas para negociar e assinar as atas do conflito trabalhista, não apenas no momento da greve, mas por sete anos aguardando o acordo trabalhista.

Eles disseram ao ministro do governo que a polícia “está lá para perseguir os criminosos e aqueles que roubam do país, não para reprimir os trabalhadores, e o povo honesto”.

Trabalhadores buscam por seus direitos trabalhistas por meio de greve iniciada em julho.

Explocen, é uma empresa que fabrica, importa e comercializa explosivos para as indústrias de mineração e cimento e para a execução de obras civis e exploração sísmica. Seus dois acionistas são o Instituto de Previdência Social das Forças Armadas (ISSFA) – que detém 60% das ações – e a AUSTIN POWDER CO. -uma empresa americana que detém 40% das ações. 

Os trabalhadores do Explocen  estão em greve desde 13 de julho de 2020. Eles alegam que cerca de 50 trabalhadores foram demitidos injustamente durante a pandemia. Além disso, 72 trabalhadores tiveram suas horas de trabalho reduzidas e, portanto, também seus salários.

De acordo com um boletim do ISSFA divulgado no dia 27 de agosto de 2020, um tribunal de Conciliação e Arbitragem do Ministério do Trabalho decidiu que a declaração de greve era nula. Por isso, forçou os trabalhadores a retornar aos seus empregos. Entretanto, a greve continuou porque, de acordo com o Comitê de Trabalhadores da Explocen, a informação era falsa.

A polícia nega tentativa de despejo

Através de um comunicado, a Polícia Nacional negou a intenção de expulsar os trabalhadores da fábrica do Explocen C.A como denunciado através de redes sociais.

“A Polícia Nacional acompanhou um grupo de trabalhadores e autoridades da empresa que entraram nas instalações de acordo com seus direitos. Apesar da intenção pacífica da atividade, um grupo de pessoas estava envolvido em incidentes de desordem pública”, disse a instituição.

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Jornalista boliviana, periodista potiguar. Formada pela UFRN, já trabalhou com telejornalismo diário e rádio, e atualmente, busca por meio da escrita, contribuir por uma mídia brasileira que enxergue a América Latina além dos esteriótipos

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