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América Latina

Em período natalino, Evo Morales organiza almoço para famílias das vítimas do massacre do regime golpista em Sacaba

O massacre de Sacaba foi um dos primeiros conflitos violentos contra a população majoritariamente indígena no país durante o golpe de estado, que ocorreu em 15 de novembro no município de Sacaba

Karla Burgoa

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O ex presidente aimará Evo Morales organizou um encontro nesta quinta-feira (24), véspera de Natal, com familiares das vítimas do massacre de Sacaba, cidade do departamento de Cochabamba, ocorrido durante a crise política na Bolívia que resultou no golpe de Estado que tirou Morales do governo em 2019.

Em sua rede social do Twitter, o líder indigena postou uma foto do almoço com a legenda “Digo a eles que não estão sozinhos, que não esquecemos daqueles que deram a vida pela democracia. Com carinho, preparamos alguns humildes presentes”.

O massacre de Sacaba foi um dos primeiros conflitos violentos contra a população majoritariamente indígena no país durante o golpe de estado, que ocorreu em 15 de novembro no município de Sacaba, Cochabamba, onde 12 pessoas morreram e 125 ficaram feridas após a forte repressão policial e militar. Além dele, ocorreu também na cidade de Senkata, El Alto, o massacre de Senkata, em 19 de novembro, onde outra operação policial e militar matou 10 pessoas e deixou dezenas de feridos.

Exige-se justiça para as vítimas de Sacaba e Senkata na Bolívia

Um ano após os massacres praticados pelas forças de repressão do governo interino de Jeanine Añez, que sucederam a renúncia forçada do então presidente, Evo Morales, um relatório apresentado pela Defensoria do Povo da Bolívia, intitulado Crise de Estado, Violação dos Direitos Humanos na Bolívia, outubro-dezembro de 2019″, o que aconteceu no país andino foram crimes “contra a humanidade”.

“Todas as pessoas em Senkata morreram por ferida de bala com disparos entre o coração e a cabeça. As tropas nunca tiveram o objetivo de dissuadir, tinham o objetivo de matar. Em Sacaba diziam que iam caçar os camponeses. Não houve enfrentamentos em nenhum dos dois locais, mas massacres que, pela quantidade de mortes, catalogamos tecnicamente como crimes de lesa-humanidade”, explicita o informe da Defensoria. Em novembro, o país iniciou investigação sobre os massacres.

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Jornalista boliviana, periodista potiguar. Formada pela UFRN, já trabalhou com telejornalismo diário e rádio, e atualmente, busca por meio da escrita, contribuir por uma mídia brasileira que enxergue a América Latina além dos esteriótipos

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