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Europa

O acordo comercial de saída do Reino Unido da União Europeia foi concluído

O primeiro-ministro do País de Gales, Mark Drakeford, disse: “É um ‘acordo fraco’, mas melhor do que ‘nenhum acordo’.

Nathália Urban

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Finalmente a União Europeia e o Reino Unido anunciaram que concordaram com um acordo de saída do RU do bloco europeu.

Boris Johnson apareceu na coletiva de imprensa em Bruxelas dizendo, o “Reino Unido será um estado costeiro independente com controle total de nossas águas”, antes de acrescentar com entusiasmo que a Grã-Bretanha é agora uma “nação verdadeiramente independente”.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do ex-negociador-chefe Michel Barnier, não pareciam tão animados quanto o premier britânico, eles confirmaram que um acordo foi alcançado e que agora é hora de “deixar o Brexit para trás”.

O acordo de última hora, que só surgiu depois de uma ladainha de prazos perdidos, representa o maior acordo comercial já assinado por ambos os lados, mantendo os acordos existentes de tarifa zero e cota zero nas importações e exportações totalizando cerca de £668 bilhões por ano. Também evita a chamada “saída australiana”, que teria levado a Grã-Bretanha a negociar nos termos da OMC com tarifas e cotas aplicadas às suas importações e exportações.

Boris Johnson disse que o setor de serviços financeiros do Reino Unido prosperará sob os termos do acordo comercial firmado com a UE, mas se contradisse logo em seguida. “Há uma boa linguagem sobre a equivalência para serviços financeiros – talvez não tanto quanto gostaríamos”.

O acordo ainda terá que ser votado nos respectivos parlamentos, mas os líderes das nações que compõem o Reino Unido, já mostram insatisfação. A primeira  ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, disse que vale a pena lembrar que o Brexit está “acontecendo contra a vontade da Escócia”, acrescentando: “E não há nenhum acordo que jamais irá compensar o que o Brexit tira de nós”.

O líder do SNP em Westminster, Ian Blackford, acrescentou: “A Escócia ficará mais pobre por estar fora da UE … O Reino Unido está nos retirando do melhor acordo possível que acaba com a liberdade de movimento, nos tira do mercado único e da união aduaneira com fim econômico e social e oportunidades culturais. ”

O primeiro-ministro do País de Gales, Mark Drakeford, disse: “É um ‘acordo fraco’, mas melhor do que ‘nenhum acordo’.

Os detalhes principais do acordo só serão divulgados para a mídia, após o acordo passar por votação, mas uma informação já deixou muitos consternados, a recusa do governo britânico de continuar participando do Programa Erasmus, que é um intercâmbio educacional que foi criado pelo bloco europeu em 1987, e já beneficiou mais de 10 milhões de estudantes. Boris Johnson, anunciou que o governo britânico vai lançar no lugar, um programa próprio de intercâmbio, mas não deu ainda mais detalhes sobre isso.

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