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América do norte

Últimos dias de Donald Trump na presidência trazem incertezas para a paz mundial

O chefe das forças americanas no Oriente Médio, general Frank McKenzie, disse que o país está pronto para agir caso o Irã decida retaliar no primeiro aniversário da morte do general Qassem Soleimani.

Ady Ferrer

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O governo de Donald Trump está chegando ao fim mesmo com as tentativas de judicializar as eleições para que se reverte o resultado, todas analisadas até então não prosperaram – a maioria nem foi para julgamento. No entanto, os momentos finais do governo têm trazido incertezas tanto dentro do país quanto fora.

Segundo a CNN, o presidente norte-americano teria comentado com seus conselheiros a possibilidade de não sair da Casa Branca no dia 20 de janeiro, o dia da posse de Joe Biden. Alguns conselheiros acreditam que ele não vá seguir com os planos de não reconhecer derrota.

Enquanto Trump ainda ocupa a Sala Oval, os Estados Unidos têm alcançado números recordes de novos casos e mortes diárias por covid-19. No dia 11 de dezembro, o país bateu o recorde com 280.514 infectados em 24 horas. O recorde de mortes foi alcançado 5 dias depois, no dia 16, com 3.611, segundo o The New York Times. Apesar da aprovação de duas vacinas (Pfizer e Moderna) e o plano de vacinação em massa já estar em curso, a nova variante do Sars-Cov-2 encontrado no Reino Unido traz uma nova dose de incertezas ao país mais atingido pela pandemia.

A administração de Donald Trump também bateu um recorde mórbido esse ano: pela primeira vez na história, o governo federal executou mais presos do que todos os estados combinados. Foram 10 execuções aceleradas este ano pelo governo de Trump. Apenas 5 estados aplicaram a pena de morte: Alabama, Georgia, Missouri, Tennessee e Texas – esse último sendo o único com mais de 1 execução durante 2020. Esse também foi o ano com menos execuções pelos estados desde 1983.

No Oriente Médio, as tensões têm escalado desde a morte do cientista nuclear iraniano, Mohsen Fakhrizadeh. Segundo reportou o The Guardian, líderes do grupo paramilitar libanês Hezbollah temem que os Estados Unidos, junto com Israel, tentem atacar o grupo e o Irã antes que Joe Biden assuma a presidência.

“Nós não temos medo da morte, você sabe, mas devemos proteger nossos líderes e nós sabemos que seremos prejudicados politicamente se algo acontecer com eles. São tempos perigosos. Trump é louco, mas ele não vai ganhar o que quer. Ele não tem paciência e não tem tempo. Os israelenses acham que eles estão vindo nos pegar. Nós que vamos pega-los,” – afirmou um dos integrantes do Hezbollah ao The Guardian.

O chefe das forças americanas no Oriente Médio, general Frank McKenzie, disse que o país está pronto para agir caso o Irã decida retaliar no primeiro aniversário da morte do general Qassem Soleimani. O general foi morto pelos Estados Unidos em um ataque com drone perto do aeroporto de Bagdá, no dia 3 de janeiro de 2020.

A expectativa é que o democrata Joe Biden volte com as negociações de um acordo nuclear com Teerã, diminuindo as tensões com o Hezbollah. Com o acordo à mesa, as sanções impostas pela administração Trump ao Irã devem ser retiradas, outra exigência do grupo paramilitar. Tudo pode mudar no dia 20 de janeiro de 2021. Ou não.

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