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América Latina

O Governo do Chile investe em carros blindados de origem israelense para lançamento de gás lacrimogêneo.

Uma investigação revelou que a instituição tem um orçamento de 49.600.000 dólares para equipar 7 dos 11 carros modelo Sandcat TPV, adquiridos por um valor de 1.700 milhões de dólares.

Karla Burgoa

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Há mais de um ano a população do Chile vem promovendo uma onda massiva de protestos contra o governo do presidente Sebastián Piñera, que vem contando com reforço excessivo da força policial dos Carabineiros (denominados assim em referência a arma de fogo carabina) para conter os manifestantes. Recentemente, segundo investigação divulgada pelo veículo independente  NYC, o governo investiu em torno de 49.600.000 dólares para equipar os carros militares para lançamento de gás lacrimogêneo.

Apesar de serem alvo de constantes denúncias de violações aos direitos humanos, os Carabineiros continuam a rearmar-se para suprimir os protestos sociais, e a instituição investiu US$ 1,7 bilhão em 11 carros Sandcat TPV, veículos militares que são usados em conflitos como na Guerra do Afeganistão e vem sendo utilizados no México e na Colômbia para combater o crime organizado e o tráfico de drogas.

Esses carros são projetados pela marca israelense Plasan e fabricados pela corporação norte-americana Oshkosh, e buscam dotar de um sistema pneumático para aplicação de dissuasores em pó.

As especificações técnicas publicadas pela Carabineros de Chile e reveladas por meio do NYC, descrevem um sistema projetado para permitir a operação de três dispersores de dissuasão em pó que serão controlados independentemente do interior do veículo.

Suas características de fabricação devem basear-se em um sistema flexível adequado para sua montagem, operação e prezando pela segurança de quem está dentro dos veículos institucionais.

A respeito do cenário de crise em que vive o país desde o Estallido Social, que ocorreu há mais de um ano, o Instituto Nacional dos Direitos Humanos (INDH) já alertou que “os Carabineros do Chile não dão toda a colaboração necessária para que haja verdade e justiça” no país a respeito “das graves violações dos direitos humanos ocorridas durante as manifestações sociais”, ressaltou seu diretor jurídico, Rodrigo Bustos.

Os danos do gás lacrimogêneo

O composto utilizado pelas forças policiais é o clorobenzilideno malononitrilo, ou gás CS que, ao entrar em contato com uma pessoa, produz de maneira imediata irritação e sensação de ardor nos olhos, no nariz, na boca, na pele e nas vias respiratórias, além de uma tosse contínua e uma sensação de afogamento. Mas o produto químico também pode afetar praticamente todas as partes do corpo com as quais entra em contato. Em 2019 o país chegou a esgotar as bombas de gás lacrimogêneo, por causa de seu uso excessivo contra movimentos sociais ocorridos em outubro, que deixou diversos feridos.

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Jornalista boliviana, periodista potiguar. Formada pela UFRN, já trabalhou com telejornalismo diário e rádio, e atualmente, busca por meio da escrita, contribuir por uma mídia brasileira que enxergue a América Latina além dos esteriótipos

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