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Facebook contratou simpatizantes de neonazistas para fazer fact-cheking na Ucrânia

O rosto principal da StopFake é Marko Suprun, marido de Ulyana Suprun, ex-Ministra da Saúde da Ucrânia. A versão em inglês do canal do projeto no YouTube consiste quase inteiramente em vídeos com ele.

Cleber Lourenço

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Em março deste ano, o Facebook lançou um programa de verificação de fatos com parcerias entre ONGS na Ucrânia para conter a desinformação em sua plataforma. Entre os grupos está o @StopFakingNews, um grupo com ligações no mínimo controversas.

Um dos fundadores do grupo, Yevhen Fedchenko é abertamente contra a liberdade de imprensa e notícias que criticam o governo. Fedchenko também tem o histórico de apoiar figuras públicas de extrema direita.

Em 2018 defendeu membros do C14 acusados de serem entusiastas do neonazismo e da orgnaização de extrema direita OUN-B (envolvidos na prisão do brasileiro Rafael Lusvargh).

Em 2016, quando os dados de mais de quatro mil jornalistas credenciados na Ucrânia foram divulgados no site “Peacemaker”, Fedchenko ficou do lado do site. Ele afirmou que a responsabilidade pela reação recai exclusivamente sobre a própria mídia. “Antes de os jornalistas publicarem as informações sobre o vazamento, ninguém sabia sobre o site do Peacemaker”, disse Fedchenko, acrescentando que o escândalo parecia “absolutamente insignificante e inflado por muitos jornalistas”.

O rosto principal da StopFake é Marko Suprun, marido de Ulyana Suprun, ex-Ministra da Saúde da Ucrânia. A versão em inglês do canal do projeto no YouTube consiste quase inteiramente em vídeos com ele.

Suprun “analisa” supostas notícias falsas russas, em particular aquelas sobre a escalada neonazista na Ucrânia embora próprio apresentador seja muitas vezes encontrado na companhia de neonazistas e militantes da extrema direita.

O primeiro é o fundador da popular marca de roupas de extrema direita SvaStone e o líder da banda musical Sokyra Peruna, Arseniy Bilodub.

Bilodub escreveu uma canção com o tema do Holocausto intitulada ‘Six Million Words of Lies’ (seis milhões de mentiras, em tradução direta).

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Na foto principal: Arseniy Bilodub, Marko Suprun, Daria Kamliuk

Na foto acima, Marko Suprun é acompanhado não apenas por Arseniy Bilodub, mas também por Diana Vinogradova (Kamlyuk). No início dos anos 2000, Kamlyuk e sua gangue de supremacistas atacaram um cidadão nigeriano, chutaram-no e sua amiga o esfaqueou com uma faca. O nigeriano morreu devido aos ferimentos. Quando questionada sobre as razões do ataque, a amiga de Diana respondeu: “Não gosto de negros”.

Marko Suprun também é amigo de Dmytro Savchenko, um terrorista que cumpriu 10 anos por um atentado à bomba no mercado de Troieshchyna, em Kiev e que matou um homem, .

Atualmente, Savchenko é porta-voz do partido de extrema direita do Pravy Sektor. Ele também é o fundador da editora Iron Father, onde o ideólogo do “anarquismo nacional cristão” (??) Dmytro Korchynsky publica suas obras.

Dentro do Facebook

A Gerente de Políticas Públicas do Facebook na Ucrânia Kateryna Kruk -foi uma fervorosa ativista durante o golpe do Euromaidan de 2014 – trabalhou com a StopFake antes de assumir seu novo emprego.

E embora tenha banido o movimento Azov e seus líderes há mais de um ano, o Facebook continua lucrando com os anúncios colocados pela organização de extrema direita.

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