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América do norte

Epidemiologista de Harvard pede medidas contra covid-19 mais realistas

A epidemiologista e professora da Harvard Medical School, Julia Marcus, alerta para o “perigo de assumir que o tempo familiar é dispensável”. Em um artigo escrito para o The Atlantic, Julia responsabiliza as autoridades pela falta de campanhas de conscientização realistas e medidas para diminuir o impacto do isolamento social.

Ady Ferrer

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A epidemiologista e professora da Harvard Medical School, Julia Marcus, alerta para o “perigo de assumir que o tempo familiar é dispensável”. Em um artigo escrito para o The Atlantic, Julia responsabiliza as autoridades pela falta de campanhas de conscientização realistas e medidas para diminuir o impacto do isolamento social.

A problemática, para a epidemiologista, é o comportamento de que ela chama de “constrangimento pandêmico”, com movimentos criados para envergonhar pessoas em aglomerações. No início da pandemia, hashtags como #covidiots apareceram nas redes sociais e perfis foram criados especificamente para expor essas pessoas. Esse comportamento não considera a sociabilidade como característica fundamental do ser humano e, por isso, uma necessidade.

Com os números subindo nos Estados Unidos e em outras partes do mundo, como no Brasil, tão perto das festas de fim de ano, a tendência é que esse “constrangimento pandêmico” ressurja. O mês de dezembro tem maior movimentação em aeroportos não só pelo turismo, mas também pela volta de estudantes às suas cidades de origem, por exemplo, o que esses perfis não levam em conta.

 “Ao invés de impor regras que negligenciam a realidade do comportamento humano e reprimindo pessoas por quebrá-las, a mensagem poderia ser uma mais pragmática e compassiva: nós entendemos que isso é difícil e que conexão social é importante para a saúde, então nós vamos te auxiliar a reunir-se de forma mais segura”, escreve.

Os índices de isolamento social nunca foram satisfatórios. No Brasil, a taxa não passou dos 59% em cidades como São Paulo, por exemplo, no ápice da quarentena em março, segundo o Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo. Não seria hora de mudar a estratégia e a forma como tratamos o isolamento social? O caminho, segundo Julia Marcus, é parar os julgamentos individuais e cobrar das autoridades conscientização e medidas mais realistas.

Ela cita o exemplo de Montreal, no Canadá, que ampliou as calçadas de ruas de 8 bairros para 4 e 5 metros de largura. É necessária, também, uma intensa propaganda de conscientização à população para que as reuniões entre pessoas se tornem mais raras – e quando realizadas, mais seguras, com distanciamento, em locais abertos, com pessoas testadas antes e depois das reuniões, se possível.

A mensagem da epidemiologista é clara: somos seres sociais e, como tais, precisamos de conexão humana. A realidade é muito mais dura do que o simples “diga não se o chamarem para sair”. No entanto, é importante destacar o perigo da covid-19 e das aglomerações clandestinas e que não seguem as diretrizes de segurança em saúde.

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Jornalista formada pela UCPel-RS, especialista em Relações Internacionais pela UnB e pós-graduanda em Cinema e Audiovisual pela Belas Artes de São Paulo. Podcaster no MIDcast política, #AdyNews e SulCast.

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